As birras e caprichos dos filhos nesta época do Natal podem ser mais comuns que o normal, dado o ambiente consumista que lamentavelmente sufoca o sentido da celebração. O que fazer, como pais?

Formar a vontade

É normal que os filhos fiquem deslumbrados diante de brinquedos novos, e também é normal que desejem ter todos, chegando a fazer birra dentro das lojas – afinal de contas, são crianças em formação; são os pais que devem ensiná-las a lidar com os desejos e formá-las na vontade.

Educar o desejo é educar a vontade, o autocontrole, o autodomínio. É importante ensiná-las a austeridade, o valor do trabalho, o esforço que os pais precisam fazer para conseguir dinheiro. Por isso, é preciso ser coerentes e moderados.

Ainda que a família tenha boas condições econômicas, não é aconselhável dar tudo o que os filhos pedem; eles precisam aprender a realidade da vida: para obter algo, é preciso esforço e trabalho, pois as coisas não chegam às nossas mãos por um passe de mágica.

Aprender a dizer “não”

Sabemos que, como pais, queremos dar o melhor aos nossos filhos, e talvez dar-lhes o que nós nunca pudemos ter. No entanto, ao agir assim, ao invés de ajudá-los, estaremos os prejudicando. Se lhes damos tudo o que pedem e fazemos tudo o que querem desde pequenos, quando crescerem, pensarão que o mundo tem de se comportar como seus pais.

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É muito construtivo dizer “não” aos filhos de vez em quando – ou talvez com certa frequência: dizer que não podemos comprar este brinquedo; que observem quantas crianças não têm nada; que o papai e a mamãe não têm dinheiro; que um bom comportamento na escola talvez possa ser recompensado com um presente. São alguns exemplos.

As crianças que são educadas com moderação nos elementos materiais, quando forem adultas, serão pessoas desprendidas, livres, valorizarão as pessoas acima das coisas, apreciarão o esforço, farão bom uso do dinheiro, terão boas relações no trabalho, serão mais tolerantes ao fracasso, enfrentarão melhor uma situação econômica difícil, entre muitos outros benefícios.

(Artigo publicado originalmente por LaFamilia.info)

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