Wesley Daniel Santos Oliveira, de 17 anos, morreu ao ser atingido por três tiros na frente de uma igreja evangélica na Favela do Jacarezinho, Rio de Janeiro. Os parentes acreditam que o jovem foi confundido pelos policiais com um traficante. Para eles, trata-se de uma execução.

Testemunhas dizem que Wesley saía da Igreja Resgatando Almas por volta das 21h30 ontem (29/12), quando os tiros começaram. Ele tentou se esconder entre os carros, mas acabou alvejado na cabeça, no rosto e no peito.

Foi levado até uma UPA pelo pastor da igreja, mas não resistiu aos ferimentos. Aos jornais, a família conta que Wesley era estudante e trabalhava como entregador de bebidas. Ele cursava o 2º ano do Ensino Médio e sonhava em ser militar do Exército.

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Eslane Camila dos Santos, 21 anos, irmã do morto, desabafa: “Infelizmente, os tiros foram certeiros para executar. Ele foi confundido com um traficante, mesmo estando com roupa social e a Bíblia na mão. É mais uma injustiça. Para a gente, não vai ter ano novo, só tristeza”.

A mãe do rapaz, Maria Quitéria Conceição dos Santos, 43 anos, lamenta: “Infelizmente, é mais uma vítima, mais um inocente. Ele só ia para o colégio, trabalho e igreja. A Justiça não existe. Matam os inocentes, mas nada é feito. Acredito apenas na Justiça de Deus”.

Segundo informações da Delegacia de Homicídios da Capital (DH), o caso ainda está sendo investigado. Os PMs envolvidos na ação foram ouvidos e liberados. Contudo, suas armas foram apreendidas. A perícia fará exames balísticos para elucidar se as balas que causaram a morte do jovem saíram das armas apreendidas.

Os policiais envolvidos no tiroteio disseram que foram cercados por bandidos e precisaram do apoio de um veículo blindado para deixar o local. Para eles, Wesley foi vítima de bala perdida. Com informações de O Globo

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