Imagem tirada de um vídeo mostra o líder do grupo jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Abu Bakr al Baghdadi(AP/VEJA)
Imagem tirada de um vídeo mostra o líder do grupo jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Abu Bakr al Baghdadi(AP/VEJA)

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) divulgou no último sábado (26),  uma mensagem em áudio que teria sido gravada por Abu Bakr al-Baghdadi. Na gravação, o líder do grupo terrorista teria ameaçado Israel e dito que os combatentes da organização estão cada vez mais próximos do país.

Se a autenticidade da mensagem for confirmada, essa pode ser a primeira mensagem pública do líder jihadista em sete meses. No áudio, de 24 minutos de duração, o homem que diz ser Baghdadi afirma que não se esqueceu da Palestina “em nenhum momento”, embora os judeus achem que isso ocorreu. “Estamos nos aproximando de vocês dia após dia e seu castigo será duro. Vocês jamais irão sentir tranquilidade na Palestina. A Palestina não será sua terra nem sua casa, mas seu túmulo”, teria alertado o líder terrorista.

 

Por outro lado, o áudio admite que a organização está sofrendo com os bombardeios na Síria e no Iraque, mas garante que esse é um teste para os combatentes, algo que fortalecerá a determinação dos integrantes do grupo. A mensagem busca tranquilizar os seguidores do EI ao dizer que a organização “está bem” e, cada vez que aumentam os ataques contra eles, “a vitória se torna mais segura”.

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Baghdadi também teria citado a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, dizendo que a batalha não é somente uma cruzada, mas “uma guerra das nações do ateísmo contra o Islã”. A mensagem também pede ao povo da Arábia Saudita que se rebele contra seus dirigentes.

Apesar de a autenticidade do áudio não ter sido confirmada por fontes independentes, ela foi postada em sites e redes sociais filiadas ao EI, como as mensagens anteriores da organização. De acordo com a agência Associated Press, ela foi produzida pela Furqan Media Foundation, o braço de comunicação do EI.

(Com agência EFE e France-Presse)