Da Redação JM Notícia

A maior entidade representativa dos assembleianos no país, a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), vai reunir menos de 10% dos convencionais filiados à entidade, por ocasião da realização da 7ª AGE – Assembleia Geral Extraordinária, que será realizada no período de 24 a 26 de janeiro de 2016, no futuro templo-sede da Assembleia de Deus em São Paulo – Ministério do Belém.

A pouca adesão tem como causa, entre outros fatores, os desgastes que a convenção vem enfrentando ao longo dos últimos anos, entre a atual direção direção da CGADB, comandada pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa e o líder paraense pastor Samuel Câmara, que há tempos tenta ser eleito para assumir o comando a entidade. Este chegou ao ponto de ser excluído pela Convenção Geral e reconduzido por vias judiciais. Pastor Ivan Bastos, tesoureiro eleito no voto, durante a última eleição na chapa de Câmara chegou a ser impedido de assumir o cargo, no entanto, por decisão judicial conseguiu assumir a função.

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Foto: Reprodução/Internetpr-JWBC-ConfradespPastor José Wellington da Costa, atual presidente da CGADB, será o anfitrião da 7ª AGE da convenção

Na época, o caso ganhou repercussão nacional e se tornou manchete nos principais sites de noticias seculares e cristãos do país.

A polarização das eleições na CGADB é antiga e ao que parece continuará existindo por mais alguns anos.

Convocada para ser realizada em território que pode ter a maioria dos convencionais durante votação, alguns analistas dizem que o pastor José Wellington prepara terreno para eleger o filho sucessor à frente da CGADB. A pauta da AGE já tem provocado polêmica desde sua convocação, tendo em vista que se trata da reforma do Estatuto e do Regimento Interno e atualização do processo eleitoral da entidade.

Uns dos pontos que a mesa diretora pretende colocar em pauta é a estadualização das eleições, e caso seja aprovada essa nova regra, quem votar no presidente está escolhendo automaticamente toda a chapa composta pelo mesmo, ou seja, não seria mais eleição por cargo.

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Jonatas Câmara, líder assembleiano no Amazonas já se manifestou ser contrário a tal proposta da CGADB.

Foto:Reprodução/InternetScreenshotPastor Jônatas Câmara, presidente da Ceadam, pediu suspensão da AGE em SP

O JM Notícia ouviu alguns lideres convencionais e eles veem com muita preocupação a mudança.

Tendo em vista o contexto  que envolve o evento, a expectativa do ambiente para a realização da AGE promete momentos tensos, mas que já fazem parte, infelizmente, dos bastidores da instituição em seu histórico recente. O que está em jogo são os rumos das eleições de 2017 e o futuro da maior entidade assembleiana do país, que, segundo informações extraoficiais, administra um orçamento de mais de 110 milhões de reais, quando somadas CPAD e CGADB.

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