A Classificação da Perseguição Religiosa lista os 50 países com maior grau de perseguição para com aqueles que seguem a Cristo. Ela é atualizada anualmente com base em pesquisas da ONG Portas Abertas, que consideram as leis no país, a postura das autoridades, da sociedade e da família em relação a cristãos, novos convertidos e igreja.

Um questionário cobrindo esses aspectos determina a posição do país na Classificação. Atualmente, mais de 100 milhões de cristãos são perseguidos por causa de sua fé em Jesus, em mais de 60 nações. Isso faz com que os cristãos sejam o grupo religioso mais perseguido do mundo.

Assim, de acordo com a pontuação nessa pesquisa, a Perseguição Religiosa é dividida em:

Extrema: quando as leis do país são regidas de forma a tirar toda a liberdade do cristão, levando-o à prisão, tortura e morte.
Severa: as leis do país podem não ser específicas quanto ao culto aberto e à religião, mas há perseguição tanto do governo, quanto da família, sociedade e grupo ao qual o cristão pertence. A violência também está presente nesse caso, mas de maneira mais esporádica e pontual.
Alta: apesar da legislação do país permitir a prática de outras religiões, que não a oficial, grupos religiosos minoritários enfrentam a perseguição, através de violência, abusos de autoridade, ofensas e até prisões.

Coréia do Norte – O país mais fechado do mundo

A Coreia do Norte é um exemplo claro de um país governado por paranoia ditatorial, onde todos os cidadãos têm a obrigação de reverenciar seus líderes. Por causa deste culto à família Kim, não há espaço para qualquer outra religião, e ninguém tem autorização de desafiar ou questionar isso. Servir a outro Deus senão aos líderes da dinastia Kim é visto como traição e ameaça ao Estado. O cristianismo não é visto apenas como “ópio do povo”, como acontece normalmente em estados comunistas, ele também é visto como ocidental e, por isso, desprezível.

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A pressão aos cristãos acontece em um nível muito elevado em todas as esferas da vida. É por isso que, para os norte-coreanos, ser cristão requer manter esse segredo bem protegido, não só das autoridades, mas também de amigos, vizinhos e até mesmo de suas próprias famílias. Isso porque se forem descobertos correm o risco de serem violentados, torturados e levados a prisões ou campos de trabalhos forçados, juntamente com suas famílias. Estima-se que há mais de 50 mil cristãos presos em campos de trabalhos forçados na Coreia do Norte.

No segundo semestre do ano passado, a ONU realizou um debate sobre direitos humanos relacionado ao país. A conclusão foi a mesma a respeito dos diversos temas discutidos: “A Coreia do Norte é um país caracterizado pela negação dos direitos à liberdade de pensamento, consciência e religião, assim como direitos à liberdade de opinião, expressão, informação e associação”, disse um investigador.

O ano de 2015 não mostrou nenhum sinal de melhoria no país considerado o mais perigoso do mundo para um cristão viver. Naturalmente, é difícil confirmar o número de cristãos em um ambiente altamente restritivo. Entretanto, com base em informações de dentro do país, a Portas Abertas estima que o número de cristãos está em torno de 200 e 400 mil. Para eles, a realidade futura é de que, apesar da vulnerabilidade e precariedade, a igreja continue sobrevivendo e crescendo de forma lenta, mas sem cessar.

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“Esse período de sofrimento na Coreia do Norte já dura há muito tempo, mas somos incentivados a seguir em frente com o nosso objetivo em Cristo todos os dias. Por quê? Por que temos as orações e apoio de cristãos de todo o mundo.” Cristão norte-coreano.

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