José Alberto Rocha Carvalho É bacharel em Teologia-Recife, bacharel em Comunicação-RJ, pós-graduado em Educação-UnB, psicanalista-RJ e pastor Batista. Mora em Araguaína. E-mail: alberocha1@hotmail.com
José Alberto Rocha Carvalho
 pastor Batista. Mora em Araguaína.
E-mail: alberocha1@hotmail.com

Dói na alma e no coração quando a igreja se alia à corrupção e à injustiça.

Um político me falou que os cabos eleitorais mais corruptos vêm de igrejas evangélicas. Ele me explicou como os políticos fazem para amarrar esses “lobos” de igrejas que se passam por pastores. Fiquei envergonhado.

Muitos desses “lobos” procuram os candidatos e prometem apoio da igreja em troca de migalhas, como saco de cimento, tijolos, além de pagamento do carnê do carro, dentre outras coisinhas.

Os tempos mudaram, mas Deus não mudou. As circunstâncias são outras, mas o Evangelho é o mesmo. Os evangélicos, que sempre foram respeitados por sua história e luta na defesa e pregação do evangelho puro, não podem se vender em circunstância nenhuma, principalmente em época de eleição, como agora em 2016.

“Pastores lobos” que vendem os púlpitos das igrejas em troca de favores do rei e que se calam diante da corrupção e da injustiça, não são dignos da missão que Deus lhes deu. O melhor seria que entregassem o cajado ministerial.

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O poder que o Espírito Santo dá aos seus servos é para fazer diferença, pregar o evangelho, transformar vidas, denunciar a injustiça e não para se aliar à corrupção e à injustiça.

Mas muitos desses “lobos” só sabem esfolar os membros de suas igrejas pedindo dinheiro descaradamente, ostentar luxo, correr atrás de títulos inúteis como bispos, apóstolos, pós-apóstolos, patriarca, dentre outros nomes inúteis à piedade cristã. Enquanto o irmão anda de bicicleta velha o pastor esbanja Hi-lux ou jatinho e com o dinheiro da igreja. Isso é injustiça e injustiça é um tapa na cara de Deus. Ninguém gosta de levar tapa na cara.

E tem mais: Candidato que se diz crente e que se utiliza do nome de evangélico para tentar atingir seus próprios objetivos, sejam eles políticos ou não, precisa fazer profundo exame de consciência. Igreja e política devem andar separadas, mas em harmonia. Fé é fé, política é política. Usar o nome de evangélico para ganhar eleição é o mesmo que chafurdar na lama com os porcos. Quer ser candidato, que seja. Mas, seja pelas próprias qualidades.

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Evangélicos, larguemos o osso da corrupção, saiamos de debaixo do manto da injustiça e sejamos luz do mundo e sal da terra. Vamos dar sabor ao insípido e iluminar a escuridão.

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