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Polícia Civil concluiu que a esposa e o amante foram os responsáveis pelo estrangulamento e assassinado do pastor Expedito Evangelista, pastor da Igreja Batista Peniel, em outubro do ano passado. O casal foi preso pela Polícia Civil na tarde de quarta-feira (13) em Rolim de Moura (RO). Segundo investigação, a mulher suspeita do crime era casada com o pastor e, na época do crime, os dois moravam com o filho em uma casa que ficava ao lado da igreja, em Ji-Paraná (RO).

De acordo com o delegado Luiz Carlos Hora, a mulher confessou à polícia que estava se relacionando com outro homem há cerca de seis meses. Ela já teria pedido o divórcio ao pastor, mas ele não aceitou. “Ela contou que o amante já tinha dito que iria libertá-la do casamento para que ambos pudessem viver juntos”, conta o delegado.

Conforme o delegado, as informações prestadas pelo casal de amantes não bateram durante depoimento. Ao delegado, o amante da mulher conta que teria chegado na casa durante a noite e entrado no portão que estava aberto. Na ocasião, ele foi até a sala onde o pastor assistia TV e, com uma marreta, golpeou a cabeça da vítima.

Já a ex-mulher do pastor afirma que o amante teria pedido para ir até a casa dela para conversar com o pastor. Segundo o delegado, ela conta que abriu o portão para o suspeito. “Depois de abrir o portão, ela disse que o amante teria lhe dado um remédio e ela dormiu a noite inteira e não viu mais nada”, conta o delegado.

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 Para Luiz Carlos Hora, o amante está tentando proteger a mulher da participação no homicídio. O casal preso deve responder por homicídio triplamente qualificado. “O motivo foi torpe e a morte de forma cruel. E também foi traição. A vítima recebeu os golpes pelas costas e não pôde ser defender. Eles podem ser condenados entre 12 e 30 anos de prisão”, afirma o delegado.

As investigações

Segundo Hora, desde o início das investigações, o depoimento da mulher se contradizia com o depoimento de outras pessoas. “Ela disse que havia tomado um remédio para colesterol e dormiu das 22h até às 8h do dia seguinte e, por isso, não viu o crime. Entretanto, vizinhos disseram tê-la visto por duas vezes e ter conversado com ela no portão de casa naquela noite”, explica o delegado.

A polícia também teve acesso a informações sobre a relação da mulher com o amante. “Eles já tinham um relacionamento com conversas pelo celular e internet há cerca de seis meses. Ela disse que estava passando por problemas no casamento e não conseguia se separar. Naquele dia ela e o suspeito teriam trocado vários torpedos”, afirma Luiz Hora.

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“Depois de abrir o portão, ela disse que o amante teria lhe dado um remédio e ela dormiu a noite inteira e não viu mais nada”, conta o delegado.

Depois da morte do pastor, o casal de amantes ficou sem se falar por vários dias, mas o homem começou a frequentar a casa da família e chegou a conversar com os pais para assumir um relacionamento. “Ele chegou a ir e pedi-la em namoro, mas a família achou a morte do esposo muito recente e impediu“, explica.

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Caso

Conforme o boletim de ocorrência, o cadáver foi achado após um colega do pastor ir até a igreja. Ao chegar no local,  a testemunha encontrou as portas do templo fechadas, mas o portão lateral que dava acesso a casa da vítima estava aberto. O amigo então foi até a casa de Expedito Evangelista, de 55 anos. Ao encontrar a porta da residência destrancada, decidiu entrar e viu o corpo da vítima em cima do sofá.

Após ser chamada, a perícia da Polícia Civil confirmou o estrangulamento e os golpes com objeto pontiagudo na cabeça da vítima. A esposa e o filho do pastor, que estavam dormindo na casa, foram acordados pelos policiais logo depois de o corpo ser retirado do local. Com informações G1

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