A incoerência do discurso apresentado na primeira sessão ordinária do ano na Câmara Municipal de Palmas pelo prefeito Carlos Amastha (PSB) foi destacada pelo vereador professor Júnior Geo (PROS) na manhã desta quinta-feira, 11. Para o parlamentar, o atual gestor da Capital tem ignorado pontos que acometem servidores municipais e a sociedade palmense em geral.

Em  seu pronunciamento, Amastha apresentou a correção da data-base dos servidores no início deste ano como mérito próprio. No entanto, Geo rebateu elucidando que o Projeto de Lei enviado pelo prefeito instituía o teto com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). “Com uma emenda conseguimos que o índice fosse o mínimo para o reajuste”, afirmou Júnior Geo ao lembrar que a primeira proposta limitava o reajuste a ser dado para os servidores.

Geo destacou ainda que o não cumprimento do que foi determinado por lei poderia autuar o prefeito por imbrobidade administrativa. “O reajuste de 11,28% não foi um favor para os servidores como tem sido apresentado. Foi determinação legal”, enfatizou.

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Ainda na ocasião, o parlamentar também rebateu a alegação do prefeito que há compromisso com a educação. Júnior Geo lembrou, durante a sessão, que o Plano Municipal de Educação (PME), aprovado no fim do ano passado, retira a obrigatoriedade de acompanhamento especializado para crianças com necessidades especiais, conforme se encontra no Plano Nacional de Educação. “Onde está o compromisso? Retirando o direito de acompanhamento especializado para crianças com necessidades especiais?”, questionou.

Gastos

A gestão das contas públicas também foi questionada pelo vereador. Para ele, os cortes necessários não têm sido feitos pela atual gestão, ao contrário do que o prefeito tem afirmado. “Cortar na carne é cortar passagens aéreas, conforto proporcionado pelos cofres públicos, preservando o máximo a sociedade palmense”, pontuou ao destacar que contratar um buffet de R$ 62 mil em pleno cenário de recessão econômica é contraditório para quem afirma exercer uma gestão responsável. (Com informações Assessoria)

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O processo licitatório voltou a ser questionado pelo vereador. Segundo Geo, o sistema de estacionamento rotativo é necessário, mas foi mal conduzido desde o processo de implantação. “Havia a exigência que o empresário tivesse oito cursos específicos. Se apenas uma pessoa no país tinha este perfil, há direcionamento na licitação”, disse.

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Ainda de acordo com o parlamentar, a gestão do estacionamento rotativo tem prejudicado comerciantes e a população. “Comércios têm sido fechados e palmenses penalizados com a forma com  os valores que foram pré-fixados”, afirmou.

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