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Campelo recebe notificação que está sendo processado pelo prefeito e dispara, “Ele como prefeito é um zero à esquerda”

O vereador Lúcio Campelo (PR) recebeu um mandado de citação de que está sendo processado pelo prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), por o ter chamado de ladrão, e dizer que ele é desonesto e que está quebrando a cidade. O prefeito pede R$ 100 mil de indenização. “Nunca vi gostar tanto de dinheiro”, falou o parlamentar.

O vereador confirmou que utilizou dessas palavras no plenário da Câmara, num momento de explosão e revolta por ver tantos desmandos na administração palmense.
Na tribuna da Câmara de Palmas nesta quinta-feira, 18, Campelo relembrou que já fez 21 denúncias de corrupção contra a atual gestão. Todas documentadas e sendo apuradas pelo Ministério Público. “Nenhum gestor dessa cidade teve tantas denúncias feitas por um vereador”, destacou Lúcio Campelo.
Todas as denúncias de irreguaridades em contratos da prefeitura, feitas pelo vereador dá um total de R$ 150 milhões. ” Nenhum gestor que passou por essa cidade foi tão irresponsável com os recursos públicos, como a atual gestão está sendo.  Isso me faz entender que existe um processo voraz de por a mão naquilo que é da cidade. E eu não posso ser conivente com isso “, afirma o parlamentar.
A partir daí relembrou algumas das denúncias feitas:
Saneatins – Irregularidades nas obras da Saneatins no montante de  R$ 36 milhões. Uma parceria que não tem contrato, não tem documento, e que ninguém sabe porque que a Saneatins, boazinha, doou esses R$ 36 milhões para a prefeitura de Palmas. “Querem me convencer que a empresa dá todo esse dinheiro para uma cidade? Em troca de quê?” , questiona Campelo.
 
Locação de veículos – Irregularidades nos processos de locações de veículos. Pagando locação de veículos que não eram utilizados. O Ministério Público está apurando.
Locação de tendas – Processo de mais de R$ 10 milhões de locação de tendas. “Cobriram a cidade inteira de tendas, o ano todo? “, pergunta o parlamentar.
Além de enfeites comemorativos, contratação de empresa para instalar pardais, pagamento de aquisição de bandeiras, tendo recebido apenas a metade. “Esse é o meu trabalho questionando aonde esses recursos estão sendo gastos”.
Campelo também falou sobre um processo do Tribunal Regional do Trabalho contra a administração municipal de Palmas por um contrato irregular com a ISIS, uma OSCIP – Organização Social de Interesse Público, no valor de R$ 50 milhões. E a prefeitura está sendo multada em R$ 16 milhões por não ter recolhido encargos trabalhistas. Já saiu condenação mas a prefeitura recorreu.
“Talvez em um momento mais áspero, me fez colocar palavras, que talvez não houvesse necessidade de serem colocadas. Mas eu fiz, falei e respondo pelos meus atos”, assume o vereador.
E avisou que processará o prefeito por ter chamados os vereadores de “bandidos”, segundo matéria publicada no site T1 Notícias no dia 20 de fevereiro de 2013. Leiam um trecho da matéria: “Nós não vamos deixar de dar esclarecimentos à Câmara. Se quiserem vamos todos lá, esclarecer o que for necessário. A questão é que nós não somos iguais a eles. Eu não preciso repetir que eles são bandidos. Porque eles sabem que são. Nenhum dos que criticam estão lá para defender os interesses do povo”, declarou o prefeito ao site de notícias.
“Eu na condição de representante de uma sociedade, cumprindo o meu papel de fiscalizar a aplicação dos recursos públicos, ser tratado pelo senhor prefeito de bandido, e ter que engolir. Aqui tem 19 homens que eu conheço, que pode ter qualquer tipo de defeito, mas nenhuma aqui é bandido, e ponho minha mão no fogo. Nessa cidade se tem alguém que é bandido é o prefeito, que tem coragem de dar R$ 15 mil na mão de um bandido para poder entregar o outro. Isso não é comportamento de gestor”, disparou Lúcio Campelo.
E finalizou definindo o que o prefeito de Palmas representa: “O prefeito Carlos Amastha tem o meu respeito como cidadão, pai de família e empresário, mas como prefeito ele é um zero à esquerda.”

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