Da Redação JM Notícia

Vereador Esdras Ramos e Júnior Pacheco
Vereador Esdras Ramos e Júnior Pacheco, de Colinas do Tocantins

Após receberem a informação, no final da última semana, 27, de que material com ideologia de gênero estaria sendo veiculado em escolas do município de Colinas do Tocantins, os vereadores Esdras Ramos e Júnior Pachêco encabeçaram um movimento e conclamaram a população do município para discutirem o assunto, em sessão na Câmara de vereadores. Após discussão na Câmara de vereadores nesta segunda-feira (29), ficou decidido que o município retiraria do livro didático as páginas que contém a ideologia de gênero. Os livros foram distribuídos para alunos do primeiro ano, do ensino fundamental.

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Vereadores querem barrar livros com conteúdo de ideologia de gênero

A ideologia de gênero é um assunto que está sendo discutido nos últimos anos, no país, porque políticos têm trabalhado para incluir no material didático das escolas. A ideologia de gênero afirma que “ninguém nasce homem ou mulher, mas deve construir sua própria identidade, o seu gênero, ao longo da vida”. Em 2014, alguns grupos da sociedade conseguiram convencer os deputados a retirarem a ideologia de gênero do Plano Nacional de Educação. Mas, desde então, através da Lei n° 13.005, de 25 de junho de 2014, o governo tem insistido na inclusão do material. A Lei estipula que o Distrito Federal e todos os Estados e municípios do Brasil façam seu “Plano Estadual de Educação” e seu “Plano Municipal de Educação”, com a inclusão da ideologia.

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No Tocantins, e em todo país, vários vereadores, principalmente os evangélicos, tem tentado impedir que a medida seja adotada nos municípios, porque, segundo eles, o material não condiz com os valores da família.

Segundo o vereador Esdras Ramos, a denúncia foi feita por pais de alunos, insatisfeitos com a medida do município, após analisarem o conteúdo do livro. Na sessão desta segunda-feira, 29 , foi decidido que a prefeitura deve retirar as páginas do livro que contém a ideologia. Para o vereador, a inclusão deste assunto no material dos estudantes prejudica a formação dos alunos, e interfere na base da educação familiar.

“Não concordamos com este tipo de abordagem nas escolas porque entendemos que essa união de pessoas do mesmo sexo não representa nosso modelo de família. Este proposta apresentada não representa as famílias colinenses”, afirmou o vereador.

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