PrintO 08 de março é o dia Internacional da Mulher, um dia não para comemorar, mas
para discutir o papel da mulher na sociedade atual, dirimir as diferenças, por
fim ao preconceito, desvalorização, desvantagens na vida profissional.

A luta é diária, e cada conquista fortalece o movimento pela igualdade e as conquistas têm chegado, mais devagar do que se deveria, mas estão chegando.  Nessa data, é comum se pensar mais na questão da violência, ainda mais quando
se tem acesso aos estudos e números realizados nos últimos anos, onde está
evidenciado o aumento considerável e revelam um país violento, machista, e que
entre os jovens resume tudo em agressão física.

“Oito de Março é um dia para ser visto como momento de mobilização para a
conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais,
físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos
ameacem o que já foi alcançado em diversos países. A luta pela igualdade entre
os gêneros, a sexualidade e a saúde da mulher, deve persistir. Ainda temos
muitos direitos a serem conquistados. Então vamos todos fazer uma profunda
reflexão neste 8 de março. E trabalhar para a efetivação das Políticas
Publicas para garantia do direito à igualdade e a exclusão de todas as formas
de discriminação contra as mulheres,” destacou a defensora pública e
coordenadora do NUDEM – Núcleo de Proteção e Defesa das Mulheres, Vanda Sueli
Machado de Souza Nunes.

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Para a ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a igualdade de gênero e
empoderamento das mulheres – empoderar mulheres e promover a equidade de
gênero em todas as atividades sociais e da economia são garantias para o
efetivo fortalecimento das economias, o impulsionamento dos negócios, a
melhoria da qualidade de vida, e para o desenvolvimento sustentável, mostrando
que existe um caminho a ser trilhado bem diferente das perspectivas
apresentadas atualmente.

Nesta perspectiva, que também a DPE-TO – Defensoria Pública do Estado do
Tocantins vem trabalhando para esclarecer as mulheres e mostrar que a luta vai
além de querer se livrar da violência doméstica e dos responsáveis pela
agressão.

A defensora pública e coordenadora do NDDH – Núcleo de Defesa dos Direitos
Humanos ressalta que o dia internacional da mulher remete e reforça a luta das
mulheres pela igualdade de gênero, que, a despeito de garantida pela
Constituição Federal e por tratados internacionais de direitos humanos, ainda
não é uma realidade, seja no âmbito público e no mercado de trabalho, seja no
ambiente doméstico. “A data é de reflexão, sobretudo, acerca dos efeitos
nefastos da ideologia machista e da cultura do patriarcado, ainda vigentes em
nossa sociedade, bem como de planejar e executar ações com vistas a promover a
efetiva igualdade de gênero, sempre na perspectiva de respeito e promoção dos
direitos humanos das mulheres”.

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A defensora pública e coordenadora em substituição do NUDIS – Núcleo da
Diversidade Sexual, Wanessa Rodrigues de Oliveira alerta que o Dia
Internacional da Mulher, também se tornou uma data de luta e de dar voz as
mulheres Trans, que sofrem discriminação diária e continuamente. “Independente
de rótulos, ou nomenclaturas dadas às mulheres trans, o importante é que já
tem alma, mente de mulher, ela não precisa virar, ela já é mulher”.

Ascom Defensoria Pública- Alessandra Bacelar

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