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(Divulgação) Para senador, Lula se apegará ao foro privilegiado para protelar a prisão.

A eventual nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ministro do governo Dilma Rousseff é um “afronta e tapa na cara” da população brasileira “que anseia por mudanças e o fim deste governo corrupto que acabou com a economia do país”. A opinião é do senador Ataídes Oliveira, do PSDB-TO.

Para ele, Lula busca ser ministro não para salvar o governo como os petistas têm dito, mas, sim, “salvar a sua própria pele” e se apegar ao foro privilegiado e protelar a prisão. “Isso, sim, é golpe”, afirmou Ataídes no final da manhã dessa terça-feira, em Brasília.

O parlamentar entende que o PT, Lula e Dilma nunca tiveram um projeto de país, mas sim um projeto de poder. “Não é novidade que PT, Dilma e Lula não têm projeto de país, o projeto era de poder, mas agora pensam apenas em salvar a pele”, disse o senador, que é presidente estadual do PSDB no Tocantins.

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“Não podíamos esperar nada mais desse governo de mensaleiros, petroleiros que premia um investigado prestes a ir para a cadeia com um ministério na República. Pobre Brasil… Mas ainda tem jeito e o jeito é a saída desse grupo do governo”, comentou.

Dada como certa nos bastidores políticos, a nomeação de Lula é discutida com a presidente Dilma Rousseff e seus auxiliares mais próximos. O fato ocorre na semana em que o Supremo Tribunal Federal (STF) deverá definir o rito do impeachment contra a presidente no Congresso.

Outro aspecto citado pelo senador se refere ao fato de a decisão estar prestes a acontecer pouco depois de cerca de 6 milhões de brasileiros terem saído às ruas para protestar contra a corrupção, contra o governo do PT, Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula e em apoio à operação Lava Jato.

“Imagino como os brasileiros de bem, sérios e trabalhadores desse país vão receber essa notícia. Mas, não tem problema. O destino vai se encarregar de tudo e criador e criatura vão cair juntos, vão receber aquilo que merecem da Justiça, do país e ficarão para a história de  maneira lamentável”, finalizou.

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Ascom

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