Da Redação JM Notícia- Camila Rodrigues

DSC_1397
(Divulgação) Sociedade comparece em mais uma sessão da Câmara para pressionar contra ideologia de gênero nas escolas.

Na sessão desta terça-feira, 15, alguns vereadores afirmaram que Amastha, ao votar atrás e vedar a discussão da ideologia de gênero nas escolas, agiu “por pressão da sociedade e por medo de se enfraquecer diante da Casa em ano político”. A medida provisória do prefeito foi publicada no Diário Oficial, nesta segunda-feira, 14, e veda a discussão e a utilização de material didático sobre ideologia de gênero nas escolas municipais.

Depois de adiadas as votações sobre a ideologia, por duas vezes consecutivas, a medida provisória foi publicada pelo prefeito antes da votação sobre o veto parcial referente às emendas do Plano Municipal de Educação, que não inclui somente as questões de ideologia, mas outros parâmetros da educação municipal. Para solucionar a questão da ideologia de gênero, a medida provisória altera os termos que trata da questão, a meta 5, da Medida Provisória nº 6, 14 de março de 2016, altera no Anexo único à Lei nº 2.238, de 19 de janeiro de 2016, as redações da estratégias 5.24 e 5.26.

O vereador Pastor João Campos (PSC) foi o autor das emendas que proibem a discussão de gênero no Plano Municipal de Educação, dentre elas, o Pacto de São José, que atribui à família a educação moral e cristã dos filhos.

“Nós trabalhamos sobre o Plano Municipal de Educação outros temas, mas principalmente a ideologia de gênero porque detectamos, no Plano original, o termo “ideologia de gênero” de forma camuflada, e por isso, fizemos 14 emendas referente ao tema. Parabenizo o prefeito que se rendeu, mas não se rendeu por causa de mim, mas por causa da pressão da sociedade”, disse o Pastor.

VEJA TAMBÉM
Curas divinas, revelações e renovo espiritual marcam segundo dia do COMADEC 2016
Sessão 15
(Divulgação) Após adiar por duas vezes votação sobre PME, vereadores votam a favor de vetos do prefeito. Medida provisória foi publicada para excluir termos de ideologia de gênero do material didático do ensino fundamental.

“Ao criar essa medida provisória, o prefeito Amastha expôs a base dele desnecessariamente. Agora essa questão já está resolvida, apesar de que ele tomou essa decisão por livre e espontânea pressão da sociedade, afirmou o vereador Lúcio Campelo (PR).

O presidente da Câmara, Rogério Freitas (PMDB) também mostrou indignação pelo comportamento do executivo ao fazer manobra para que os vetos não fossem derrubados. “Isso mostra a pequenez desse governo, como se vetando na ideologia de gênero todo o Plano estivesse resolvido. Mas as metas que os nossos filhos precisam alcançar foram esquecidas, por pura vaidade. Não se pode derrubar os vetos porque senão mostra fragilidade na Câmara, isso é um absurdo”, disse o vereador.

DSC_1366
(Divulgação) Parlamentares votam favoráveis a vetos do prefeito sobre Plano Municipal de Educação.

Com os vetos do prefeito, metas, estratégias e obrigações do município são retiradas do Plano Municipal de Educação, e inclui, como pontuou o vereador Júnior Geo (PROS), a não obrigatoriedade do transporte escolar para crianças de quatro a cinco anos, além de não precisar adequar escolas da zona rural para que as crianças tenham acesso à educação. Como Geo e Freitas, outros vereadores debateram a falta de atenção também para essas e outras questões do PME.

Votação Vetos do Prefeito

Os votos SIM rejeitariam o veto do prefeito, e os votos NÃO manteriam os vetos do prefeito referente às emendas do Plano Municipal de Educação, que tratam de várias questões a respeito da educação municipal. A votação foi secreta, e 11 vereadores votaram NÃO e 8 votaram SIM. Portanto, todos os vetos do prefeito foram mantidos.

VEJA TAMBÉM
Amastha diz que não quer ninguém trabalhando em sua reeleição sem ter paixão pelo projeto
Hiram Gomes
Hiram Gomes diz que medida provisória atendeu aos anseios da maioria da população e que a vontade do povo deve prevalecer.

O vereador Hiram Gomes (PSDB) comentou a votação. “A medida provisória, que foi publicada ontem, a partir da publicação tem efeito de lei por sessenta dias. Nesse período a gente acredita que a Câmara vai votar a favor da proposta. Então, desde ontem, as escolas municipais não podem desenvolver atividades pertinentes à ideologia de gênero. Já os vetos referentes ao PME, foram mantidos aos assuntos que ficaram pendentes,  depois devem ser rediscutidos, no que se refere ao caráter técnico das questões. Então, o plano vai ser novamente estudado e o que precisar ser retificado vai ser alterado. A verdade é que muito do que foi vetado tinha incorreção técnica, era bem intencionado, mas alguns termos precisam ser modificados, que davam a entender outras coisas. Coincidiu que com esses vetos afetou a questão da ideologia, que essa medida provisória, em comum acordo com a comunidade religiosa e outros setores da sociedade, já foi resolvida e satisfaz os anseios da comunidade, o mais importante é isso, que a voz da maioria foi atendida”.

O deputado estadual Eli Borges disse que a medida provisória foi uma vitória da sociedade. “Os vetos que não foram derrubados, tenho certeza, eles trazem o reflexo, sobretudo nas questões ligadas a metas e etc., seria mais importante a derrubada deles, sem discutir. Em relação a ideologia de gênero, a medida provisória, que já vem com força de lei, ela reforça mais, ela fecha mais as portas, ela reforça profundamente a questão da erotização infantil e da ideologia de gênero, no sentido de que não tenhamos isso por dez anos. Então, esse problema está resolvido na medida provisória. Quero parabenizar o bom trabalho do Pr. João Campos, que foi o relator, do Joel Borges, que foi co-autor das emendas, e a posição que ambos e outros vereadores tiveram nessa questão. Mais uma vez a família, da biologia, do princípio da criação da Bíblia, prevaleceu para a glória de Deus. O prefeito percebeu que precisava ser sensato quando resolveu mudar essa lei”, disse o deputado.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Atenção: Os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Jornal.