Com investimento de R$ 264 milhões, os terminais localizados nas cidades de Porto Nacional e Palmeirante são destinados ao transbordo e armazenagem de grãos.
Com investimento de R$ 264 milhões, os terminais localizados nas cidades de Porto Nacional e Palmeirante são destinados ao transbordo e armazenagem de grãos.

Em seu pronunciamento, o governador destacou o cenário promissor do Estado, respaldado, segundo ele, por fatores naturais e a localização privilegiada Elizeu Oliveira / Governo do Tocantins Com investimento de R$ 264 milhões, os terminais  localizados nas cidades de Porto Nacional e Palmeirante são destinados ao transbordo e armazenagem de grãos O ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues,  afirmou que o governo federal apoia iniciativas da natureza dos terminais, que irão diminuir o fluxo de caminhões nas rodovias e favorecer o transporte de cargas O Terminal Integrador de Porto Nacional tem capacidade para armazenar até 60 mil toneladas de grãos e movimentar 2,6 milhões de toneladas do produto por ano.

O governador Marcelo Miranda destacou a importância dos dois Terminais Integradores da empresa de logística VLI, inaugurados na manhã desta terça-feira, 29. Um em Porto Nacional e outro em Palmeirante. Ele justificou sua afirmação dizendo que os terminais são peças-chaves no processo de consolidação do Corredor Centro-Norte: um dos maiores do País pela proposta de escoar a produção dos estados das regiões Norte e Nordeste até os portos no Norte do País.

“Os terminais inaugurados, hoje, reduzirão os gargalos logísticos não apenas no Tocantins, mas na cadeia nacional. As cidades de Porto Nacional e Palmeirante ganham reforço na missão de integrar o Corredor Logístico Centro-Norte, um dos maiores do País, pela proposta de escoar a produção dos estados das regiões Norte e Nordeste até os portos no Norte do País”, defendeu Marcelo Miranda, depois de ressaltar a importância do parlamento estadual na efetivação do empreendimento.

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O Corredor Centro-Norte é estrutura logística que atende as regiões produtoras do Matopiba, região formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, e ainda o Mato Grosso, Goiás e Pará. Os empreendimentos são importantes no transporte de grãos, como soja e milho, com destino à exportação pelo Porto do Itaqui, em São Luís.

Em seu pronunciamento, o governador destacou o cenário promissor do Estado, respaldado, segundo ele, por fatores naturais e a localização privilegiada. “Nos últimos 25 anos, a produção de grãos no Tocantins superou o percentual de 262% de crescimento alcançado no Brasil. Atingimos o patamar de 943% de aumento no índice de produção”, comemorou.

“De nada adianta este cenário promissor se a nossa infraestrutura logística não acompanhar esta demanda de crescimento”. Foi quando defendeu a necessidade de parcerias para obras a serem priorizadas. Como exemplo, citou a TO-050, que liga Formoso do Araguaia, no Tocantins, a São Felix, no Mato Grosso; as eclusas do Lajeado e Estreito e a derrocada do Pedral de Lourenço.

O ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues,  disse que o governo federal apoia iniciativas da natureza dos terminais que entraram em funcionamento. “O setor de transporte está ligado ao desenvolvimento econômico do nosso País. A Ferrovia Norte-Sul será a linha dorsal do nosso sistema ferroviário. Essa iniciativa favorece o transporte de cargas e diminui seus custos. Também vai diminuir o fluxo de caminhões nas rodovias”, apontou.

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Terminais

Com investimento de R$ 264 milhões, os terminais localizados nas cidades de Porto Nacional e Palmeirante são destinados ao transbordo e armazenagem de grãos. As unidades possuem sistemas automatizados de recepção, pesagem e carregamento e capacidade para movimentar, por ano, mais de seis milhões de toneladas de grãos.

Os empreendimentos contam com uma pera ferroviária (área de manobra das locomotivas), interligada à malha da Ferrovia Norte-Sul, com capacidade para carregar um trem de 80 vagões em pouco mais de 4 horas. O Terminal Integrador de Porto Nacional tem capacidade para armazenar até 60 mil toneladas de grãos e movimentar 2,6 milhões de toneladas do produto por ano.

Já o Terminal Integrador Palmeirante possui um armazém de 90 mil toneladas, que já é considerada a maior estrutura de armazenagem do Tocantins, e pode expedir até 3,4 milhões de toneladas anualmente. Os terminais possuem ainda silo pulmão, balanças rodoviárias e ferroviárias, tombadores para caminhões, tulha ferroviária para carregamento de dois vagões simultaneamente, prédio para classificação de grãos e área administrativa.

Rota do transporte

O Terminal Integrador de Porto Nacional tem capacidade para armazenar até 60 mil toneladas de grãos e movimentar 2,6 milhões de toneladas do produto por ano.
O Terminal Integrador de Porto Nacional tem capacidade para armazenar até 60 mil toneladas de grãos e movimentar 2,6 milhões de toneladas do produto por ano.

As cargas, vindas das regiões produtoras, chegam de caminhão até os terminais. Nas unidades, são realizados a descarga dos caminhões, o armazenamento e o transbordo dos grãos para os trens. Os vagões carregados seguem pela Ferrovia Norte-Sul (FNS) para o Porto do Itaqui localizado em São Luís, com destino à exportação.

Na análise do diretor-presidente da VLI, Marcello Spinelli, os dois Terminais Integradores fazem parte da construção do futuro do Brasil. Na ocasião, ele agradeceu aos parceiros e empreendedores e afirmou que essa é uma alternativa de escoamento em larga escala para produção agrícola brasileira.

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