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Na entrevista que foi ao ar ontem à noite, Katia Abreu revelou que não apoiou a presidente Dilma durante o seu primeiro mandato, porque não a conhecia

Senadora disse também que deve voltar ao Senado se for admitido o processo de impeachment contra Presidente

A ministra da Agricultura, senadora Kátia Abreu, do PMDB do Tocantins, criticou na noite de ontem no Programa do Jô, na Rede Globo, as invasões de terras no país. Para Kátia, o Brasil tem 851 milhões de hectares, dos quais 61% preservados e tem uma das maiores produções mundiais de alimentos usando apenas um terço de suas terras.  “Não há a necessidade de invadir terras”, disse Kátia Abreu, numa referência à ação de movimentos socais que recentemente ameaçaram invadir propriedades reagindo a outras movimentações populares em curso no país.

 A Ministra ressaltou que a modernização da produção fez com que os preços dos alimentos caíssem no país.  Segundo ela, hoje o brasileiro gasta entre 18% e 19% de sua renda com aquisição de comida, praticamente metade do que necessitava há 40 anos, quando o Brasil importava a maioria dos alimentos que consumia. “Só exportávamos o café”, disse a Ministra.

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Kátia antecipou no Programa do Jô que deve deixar o Ministério da Agricultura se o processo do impeachment da presidente Dilma Roussef for admitido no Senado. Salientou que não há a necessidade de licenciar-se do Ministério para assumir seu posto no Senado porque o suplente, senador Donizetti Nogueira, é do PT do Tocantins e vai votar contra a admissibilidade do processo. Caso a presidente seja derrotada na segunda votação, quando será obrigada a afastar-se da Presidência, a Ministra disse que volta ao Senado.

Na entrevista que foi ao ar ontem à noite, Katia Abreu revelou que não apoiou a presidente Dilma durante o seu primeiro mandato, porque não a conhecia. “Não votei nela. Ela é do PT e eu estava no PSD. Eu nunca imaginei que seria uma pessoa próxima a ela, e isso me fez mudar de opinião. Eu acredito na honestidade dela. A presidenta é pragmática e quis compreender a dificuldade do setor agropecuário”.

No governo da presidente Dilma Roussef, o setor agropecuário passou a compor diretamente a elaboração do Plano Safra junto com o Palácio do Planalto e Ministérios afins, por intermédio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, da qual a Ministra é presidente licenciada.

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Nos últimos anos, além da aprovação do Código Florestal (com o aval do governo federal), do Cadastro Ambiental Rural e da abertura de mercados internacionais (derrubando barreiras), com o apoio decisivo do governo, o agronegócio teve ampliado os recursos para custeio da safra, mesmo com a crise que obrigou o governo federal a contingenciar recursos de outros setores da economia. Na safra 2015/2016 o governo federal aumentou em 20% o crédito para o agronegócio, da ordem de R$ 187,7 bilhões. Com informações Ascom

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