Da Redação JM Notícia

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(Divulgação) Rogério Freitas (PMDB), presidente da Câmara Municipal.

Após as discussões parlamentares, na sessão desta terça-feira, 03, os vereadores que já frequentavam as sessões anteriores, mesmo impedidos de votar, pediram ao presidente da Câmara, Rogério Freitas (PMDB) que deliberasse as votações ao alcançarem o quórum necessário. Levantada a possibilidade de votação, Folha (PSD), o líder, ou ex-líder de governo, situação indefinida no momento, se retirou na companhia dos colegas da base, Iratã Abreu e Hiram Gomes (PSDB), deixando apenas nove vereadores em plenário e impedindo novamente o andamento dos trabalhos legislativos.

O professor Júnior Geo (PROS) ficou chamando o colega para que não saísse, mas não foi ouvido. Milton Néris (PP) cobrou o corte de ponto já pedido por Emerson Coimbra (PMDB) e Júnior Geo. Com o calor da discussão, Folha voltou, mas manteve um rodízio com a base aliada, entrava um e saia outro. Joaquim Maia (PV) afirmou que a situação foi causada pela ação dos integrantes da própria base ao mudarem de partido, perdendo desta forma os lugares nas comissões. O regimento da Casa afirma que ao mudarem de partido, os integrantes das comissões perdem as vagas, salvo em caso de cargo eleito, no caso da presidência de cada comissão.

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(Divulgação) Vereador Folha (PSD), atual líder do governo na Casa.

Néris pediu novamente a votação após a volta de Folha e Iratã Abreu, voltando à possibilidade de quórum. Folha (PSD) bateu na mesa e disse: “não vai votar”, se ausentando em seguida do plenário. Iratã Abreu pediu bom senso aos colegas, disse que a pauta trancada é ruim para a própria Câmara, não se posicionando firmemente na base, nem mesmo na oposição, e em seguida pediu à presidência que debatesse o caso com os interessados para resolver.  “Que não se vote nada até decidir a composição das comissões, seja judicialmente ou amigavelmente”, solicitou Abreu.

Os trabalhos da Câmara já haviam sido impedidos pelo travamento de uma Medida Provisória enviada pelo próprio Executivo. Segundo Rogério Freitas, trata-se de uma autorização para o pagamento de equipamentos e outras necessidades da área da saúde. Este e outros projetos continuam empacados na Casa por falta de quórum e conforme o presidente da Casa, por irresponsabilidade do próprio Executivo.

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(Divulgação) Vereador Júnior Geo (PROS).

Freitas acusou Folha de ser um mero defensor da gestão. “Vereador falastrão que vem à tribuna se apresentar como exímio defensor do prefeito”, exaltou. Coimbra lembrou ainda que são muitos dias de pauta travada e que estão com medo da abertura de uma CPI que atinja o prefeito. “A ordem vem de cima. Não querem trabalhar”, acusou.

Júnior Geo, por sua vez, lembrou que no ultimo mês, o colega que pediu bom senso, teve apenas duas presenças na Casa e acusou os parlamentares da base de serem capachos do prefeito. Quando se trabalha de modo servil ao gestor do município em detrimento da sociedade, está agindo como um verdadeiro capacho. Se não tem interesse em vir trabalhar, peça para sair e deixa o suplente assumir, ressaltou.

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