INTRODUÇÃO
I – O FRUTO DO ESPÍRITO NA COMUNICAÇÃO
II – BOA COMUNICAÇÃO
III – A ARTE DE OUVIR
CONCLUSÃO

INTRODUÇÃO
A capacidade de se comunicar eficazmente pode traduzir a diferença entre a vitória e o fracasso em qualquer empreitada. Isso pode ser visto, com clareza, na história da torre de babel (Gn 11). Os construtores foram muito bons no quesito comunicação, a ponto de Deus ter que intervir para eles não lograrem êxito no mau intento de “fazer um nome para si”.

I – O FRUTO DO ESPÍRITO NA COMUNICAÇÃO
O emissor de uma mensagem, – aquele que fala – deve ter sua mente e coração cheios de alegria (1) para que o receptor – aquele que recebe a informação – possa decodificá-la com satisfação, pois ninguém gosta de tratar com pessoa mal-humorada. Outro aspecto preponderante da comunicação é que haja veracidade (2) na mensagem. Sem confiança estabelecida, uma família jamais prosperará.

É óbvio que, ao longo da estrada, muitas turbulências relacionais surgem, mas a mágoa não pode florescer, senão todos perecerão. A família precisa lavar-se, sempre, nas águas purificadoras do perdão (3) e perfumar-se cotidianamente com o bálsamo da paciência (4) (1Ts 5.14). Com essas características na comunicação, a família será vitoriosa. Nada lhe deterá, pois seus membros serão felizes, confiantes e alcançarão os objetivos mais sublimes, como Deus mencionou acerca dos homens de babel (Gn 11.6).

II – BOA COMUNICAÇÃO
Na Bíblia existem exemplos de homens que, por andarem com Deus, souberam amar suas famílias a tal ponto que a comunicação fluía eficazmente. Noé e Abraão são dois bons exemplos (1). Eles conduziram suas famílias, pelo caminho da vida, de maneira formidável. A família de Noé acreditou que a revelação de Deus sobre a arca era real e, por isso, defendeu a ideia “meio louca” do velho patriarca contra tudo e contra todos. Isso foi tão elogiável, que Deus fez uma aliança com Noé e seus filhos (Gn 9.8,9). Abraão, igualmente, soube impregnar em sua família o temor de Deus.

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Outra pessoa que soube comunicar vida e emoções aos que estavam por perto foi Jesus. As pessoas se sentiam amadas por Jesus (2), sempre, mesmo que Ele não fizesse declarações retumbantes de amor. As crianças, por exemplo, gostavam da companhia de Jesus porque sabiam que eram queridas. Os discípulos, por outro lado, além de amados, sentiam-se participante das vitórias do Senhor. Isso é que é comunicação eficaz!

III – A ARTE DE OUVIR
Deus deu a cada ser humano dois ouvidos e uma boca, criando uma proporção entre o ato de ouvir e de falar: deve-se ouvir duas vezes mais do que se fala (1). Entretanto, a regra é que as pessoas falem duas vezes mais do que ouvem… Eis o motivo de várias dificuldades de comunicação nos relacionamentos familiares. Para desenvolver a arte de ouvir é preciso, em primeiro lugar, ter humildade. Os filhos arrogantes (2), como foi o caso do rei Roboão, perdem-se na vida. Deixam de experimentar as promessas de Deus e trazem grandes dissabores familiares.

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Noutro extremo, há pais que não guardam tempo para ouvir e falar com seus filhos. Conheço a história de um médico, cujo filho, que morava em casa, agendou um atendimento no consultório do pai, a fim de poder ter alguns minutos de comunicação com o seu genitor. O pai, emocionado, a partir de então, passou a dedicar mais tempo ao filho. É preciso que a comunicação flua “sem ruídos”, para que, no fim da vida, não aconteça com a família o que se deu com os filhos do rei Davi. Um homem de muitas conquistas, mas que, por sua inércia comunicativa e seus pecados, deixou sua casa completamente sem harmonia, com rancores e invejas latentes.

CONCLUSÃO
A mais urgente tarefa de qualquer pessoa que ama a Deus é ter um relacionamento frutífero no seu lar. E, para isso, a boa comunicação é fundamental. O amor em família demonstra-se não só em compartilhar a mesma casa, alimentos e proteção social, mas também em manter uma comunicação saudável e eficaz, levando a família, sempre, para mais perto uns dos outros e de Deus.

Subsídio escrito pelo próprio comentarista da Revista, Pastor Reynaldo Odilo. 

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