imageBarros: governo não tem dinheiro para pagar aumento de salário para servidores. Foto: Reprodução

Sindicatos e governo se reúnem hoje para discutir a reposição salarial (data base) de 2016, mas o secretário da Administração, Geferson Barros, adiantou que se a reposição de 9,8307% for concedida aos servidores, o governo não terá condições de arcar com o aumento na despesa, que segundo ele chega a R$ 23 milhões por mês, mais de R$ 270 milhões por ano.

“A minha função enquanto secretário de administração é alertar que não há como conceder a reposição neste ano, mas o tema será amplamente discutido na reunião para que se chegue a um acordo”, explicou Barros.

Outro ponto negativo para os servidores é que um levantamento que teria sido feito pelo governo do Estado identificou que o Paraná seria o único estado da federação que já teria decidido conceder a data base. Outros 16 estados não teriam condições financeiras para garantir a reposição salarial dos servidores e um deles seria o Tocantins.

Otimistas

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sisepe), Cleiton Pinheiro, serão 32 entidades de classe reunidas com o Conselho Gestor do governo e a expectativa é que haja uma proposta de negociação, inclusive do pagamento das progressões e data base de 2015, que deveriam ter sido pagas em 12 parcelas a partir de janeiro deste ano.

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“A gente espera um resultado positivo, mas a categoria é preparada para qualquer movimento e quando não somos ouvidos ou o governo não apresenta uma proposta viável, temos os mecanismos legais para agir. Uma coisa é clara, se não tem acordo e entendimento o caminho do lado do governo é de endurecer o discurso e da categoria de se mobilizar”, destacou Pinheiro.

Ele informou que tem conhecimento sobre o crescimento da receita do Estado e por isso não vê motivos para uma proposta não ser apresentada.

Educação

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins (Sintet), José Roque Rodrigues, mostrou otimismo ao relatar que espera que “os problemas criados pelo próprio governo sejam resolvidos”. Ele disse que independente do posicionamento do Estado, a categoria vai se reunir. “Vamos abrir o diálogo com os servidores sobre a conjuntura política e também sobre o descaso que o governo vem tratando o funcionalismo público do Estado.”

A reunião com os sindicatos deve contar com a presença de secretários de Governo, Administração, Planejamento e Fazenda.

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Cobrança

No último dia 11, líderes de cerca de 30 entidades sindicais estiveram no Palácio do Araguaia, para cobrar os pagamentos da data-base de 2016 e dos retroativos da data-base de 2015.

De acordo com o grupo, a data-base de 2016 está calculada em 9,8307%. O percentual, que corresponde a recuperação das perdas inflacionárias apuradas pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) tem que ser acrescido na folha salarial de maio, a ser paga em junho, conforme lei estadual.

Os sindicalistas também cobram do governo o retroativo da data-base de 2015. Segundo eles, isto deveria ter começado a ser pago em janeiro, o que não ocorreu.

Um ofício com todas as reivindicações foi entregue ao secretário-geral de governo, Lívio Carneiro de Queiroz, solicitando uma reunião do governo com todos os sindicatos, assim como a implementação imediata da data-base.

Na ocasião, conforme informações dos sindicalistas, Queiroz garantiu que o governo vai dialogar com os servidores sobre a questão.

Com informações Jornal do Tocantins

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