Da Redação JM Notícia

ScreenshotMoradores protestam em frente ao prédio da Prefeitura. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

A morte de Francisco da Conceição ocasionada após ser eletrocutado no momento em que tentava religar a energia elétrica na região conhecida como Capadócia, que fica perto do setor Taquari, região sul de Palmas, provocou uma onda de protestos e indignação nos moradores locais e nas redes sociais que cobram a regularização do loteamento e exigem serviços básicos como energia e água. Na quarta-feira, 8, a Energisa fez um mutirão para cortar as “gambiarras” no local.

Os moradores já realizaram vários protestos buscando serem ouvidos e terem suas reivindicações atendidas pela Prefeitura Municipal.

Prefeitura é cobrada

Na Câmara Municipal, o vereador Milton Neris (PP) lamentou na sessão desta quinta-feira, 09, a morte do pedreiro e eletricista Francisco da Conceição. O cidadão foi vítima de acidente por descarga elétrica no loteamento irregular Capadócia, no setor Taquari, ocorrido ontem, dia 08.

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Vereador responsabiliza Prefeitura por morte de pedreiro eletrocutado no Capadócia

Neris solicitou envio de Votos de Pesar à família de Francisco da Conceição e demonstrou indignação pelo fato do pedreiro ter perdido a vida tentando fornecer energia elétrica para a casa onde morava. “Um cidadão de bem que vem a óbito na loucura de tentar levar a energia para a sua família”, afirmou o parlamentar.

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Para o vereador,  a vida do pedreiro poderia ter sido poupada caso a gestão municipal tivesse compromisso com a regularização fundiária que, entre outros benefícios, proporciona o fornecimento de água e energia elétrica para a população de bairros como o Capadócia.

Milton Neri ainda resssaltou que a regularização foi um dos compromissos assumidos pelo prefeito Carlos Amastha (PSB). No entanto, disse não há recursos disponíveis no Orçamento 2016 para esta finalidade.

Felício Costa (PTB), por sua vez, disse que a área do Capadócio é de responsabilidade do Governo do Tocantins, “que não resolveu o problema”. O vereador destacou a necessidade de uma ação conjunta envolvendo estado, município e a sociedade para resolver o problema dos moradores do bairro.

“É uma questão social. São nossos irmãos que estão ali precisando do nosso apoio”, afirmou Felício.

Prefeitura responde

Em respota as cobranças e questionamentos sobre a possível regularização do setor, a Prefeitura de Palmas informou, segundo o portal G1/TO, que a comissão permanente de regularização quer concluir o processo dos setores Taquari e União Sul até o fim do ano.

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