Por Caleb Mubarak

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Durante o ano de 2007, quando passei o período do Ramadã pela segunda vez em um país muçulmano, passamos por pressão espiritual. O Ramadã é o nono mês do calendário islâmico e, para os muçulmanos, foi quando os primeiros versos do Alcorão foram revelados a Maomé pelo arcanjo Gabriel. Durante o Ramadã, é expressamente proibido aos muçulmanos comer, beber e ter relações sexuais no período do jejum. É também tempo de afirmar a crença de que há apenas um Deus e de se dedicar às orações diárias, à caridade e à peregrinação a Meca.

Acredito que não seja difícil para você imaginar a pressão espiritual que esse mês oferece para aqueles que vivem e desenvolvem um ministério em países muçulmanos. Esse é o nosso caso!

No segundo Ramadã no campo, em 2007, foi impressionante ver como o ambiente e todos os aspectos da cultura mudarem durante aquele mês. Ficava com muita pena de ver crianças de nossa vizinhança perambulando durante o dia sem comida. Elas têm suas atividades normais na escola, porém sem alimentação. As crianças querendo imitar os pais sem sequer engolindo a saliva as obrigava a passar o dia todo cuspindo. Também tive que tomar muito cuidado, principalmente na rua e em locais públicos, pois o jejum é uma espécie de lei federal, e o não cumprimento do mesmo pode acarretar em algumas punições que vão desde multas até a prisão.

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Porém ficar sem comer não é nem de perto a pior luta nesse mês. Sentimos muito essa batalha. Às vezes, perde-se o sono, em outras os vizinhos mudam o comportamento sem nenhuma explicação e, então, percebe-se que isso faz parte da batalha. Mas apesar de todas as lutas, tivemos e temos tido boas oportunidades de testemunhar nossa fé, pois também durante o mês sagrado, todos estão mais dispostos a falar sobre aspectos espirituais. E graças ao nosso bom e fiel Senhor, temos servido de luz a esse povo em trevas.

Via Missões Mundiais

 

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