d4cb3d96-4ed1-47a2-bd86-e001a12f55ddReunião da desembargadora Ângela Prudente, Hugo Magalhães, Janice Painkow e Djalma Lacerda: votação por urnas no interior. Foto – Lucas Nascimento/Ascom/TRE-TO

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), desembargadora Ângela Prudente, reuniu na tarde desta segunda-feira, 13, os candidatos à presidência do Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins (Simed-TO) para comunicar a disponibilização de urnas para o pleito.

Em razão de não haver prazo hábil para disponibilização de urnas eletrônicas devido às eleições municipais, a desembargadora comunicou os candidatos que serão utilizadas urnas de lona para a escolha da nova gestão do Simed. O presidente da comissão eleitoral, Djalma Lacerda, também participou da reunião.

De acordo com o candidato à presidência do Simed pela chapa 2 “Responsabilidade Classista”, Hugo Magalhães, que participou da reunião, a apuração dos votos ficará a cargo da comissão eleitoral. Ainda segundo ele, a comissão vai assinar um termo de responsabilidade pelas urnas e cabines de votação.

A votação por urnas é uma conquista da chapa 2 e foi decidida durante audiência na 2ª Vara da Justiça do Trabalho de Palmas.

Diante da alegação da presidente do Simed, Janice Painkow, candidata à reeleição, de que o sindicato não possuía condições financeiras para arcar com as despesas das urnas no interior, Hugo Magalhães se comprometeu e a chapa 2 vai arcar com os custos.

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“Desde o princípio do processo eleitoral do Simed nossa luta foi descentralizar a votação presencial. Queríamos muito que os colegas do interior votassem em urnas e não por meio de cartas. Conseguimos que colegas de Araguaína e Gurupi tenham o direito de votar presencialmente”, disse Magalhães. “Assumimos a responsabilidade de arcar com os custos para que os colegas do interior votassem diante do fato de a doutora Janice informar à Justiça que o sindicato não tem verba para pagar as despesas. Nós, da chapa 2, faremos a chamada vaquinha e vamos pagar esses custos”, complementou.

Na votação prevista para o último dia 31, que foi suspensa pela Justiça, havia urnas apenas em Palmas. Os demais médicos do interior votariam por cartas. Muitos deles comunicaram, por meio de redes sociais, que não haviam recebido as cédulas até dias depois da data marcada para votação, inviabilizaria sua participação no pleito.

OS CUSTOS

De acordo com o que foi definido na reunião com a desembargadora nesta tarde, o TRE-TO não cobrará pela cessão das urnas. “As despesas são, na verdade, unicamente a disponibilização de dois membros da comissão eleitoral para ir a Araguaína e Gurupi conduzir a votação. São despesas de locomoção, hospedagem e alimentação”, disse Magalhães.

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A audiência na 2ª Vara do Trabalho em Palmas que selou a votação com urnas em Araguaína e Gurupi foi realizada no último dia 7. Presente na audiência, a presidente atual do Simed e candidata à reeleição alegou que o sindicato não teria verba para custear as despesas. Entretanto, conforme documento do próprio Simed encaminhado a Hugo Magalhães pela presidente atual, o sindicato arrecadou R$ 1.663.314,20 entre 2013 e 2015 somente com contribuição sindical, imposto descontado do contra-cheque dos profissionais. No mesmo comunicado, Janice Painkow enviou tabelas que apontam que o lucro líquido do sindicato em 2015 foi de R$ 771.131,45. O Simed, conforme a tabela, registrou no ano passado R$ 2.393.677,12 de receitas. E teve R$ 1.622.545,67 de despesas.

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