Da Redação JM Notícia

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Governo lançou vídeo defendendo famílias “modernas”. Foto: Reprodução

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac), lançou na manhã desta quinta-feira (14) um o vídeo intitulado “O Amor Transforma Preconceitos”, protagonizado por uma mulher transexual. O objetivo, de acordo com os autores, é promover o respeito à diversidade sexual e o diálogo com a sociedade sobre o tema, mas o que muitos internautas reclamam é que o estado procura desta forma intervir no ensino da sexualidade e que o tema deveria ser tratado pelas próprias famílias.

Vídeo muito bem produzido, mas totalmente fora de contexto. Acho que Educação, seja ela qual for, é assunto primeiramente das famílias, e o Estado está agindo com interesses de pessoas e de um grupo de pessoas, e ainda pior, envolvendo crianças, ridículo essa parte”, disse um internauta comentando a notícia.

Outro disse que “estes órgãos tem mais que se preocupar é com o fechamento dos hospitais de minas gerais por falta de dinheiro da saúde”.

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Legal, mas e os 1357 aprovados no concurso da Polícia Civil, quando serão nomeados?” questionou outro internauta na página oficial do governo, sendo acompanhado por outras dezenas que aproveitaram a visibilidade da campanha para reclamar da inércia do governo quanto ao andamento de um concurso público da segurança pública.

Roteiro

Dirigido por Eduardo Zunza, o vídeo conta em 1 minuto a história de uma tradicional família mineira que vive na zona rural, constituída por pai, mãe e três filhos. Após ser rejeitada, uma das crianças, que é transexual, sai de casa e só retorna na celebração dos 50 anos de casamento dos pais, acompanhada pelo companheiro e pela filha.

A protagonista do vídeo, Laura Zanotti, mulher transexual, é maquiadora, ativista LGBT e foi selecionada no teste de elenco para viver a personagem transexual. Para ela ter participado da produção representa uma conquista de espaço para as travestis, mulheres transexuais, homens trans.

“Foi uma honra ter representado as pessoas LGBTs, principalmente por ser uma mulher transexual, mostrando que nós existimos e que aos poucos ganharemos nossos direitos e estaremos em todos os espaços”.

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Com informações Agência Minas

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