Da Redação JM Notícia

Marco-Feliciano
Se os integrantes do Conselho de Ética considerarem a conduta de Feliciano inadequada, ele poderá ser desligado da Assembleia de Deus. Foto: Reprodução

A Convenção das Assembleias de Deus iniciou a apuração da denúncia de abuso sexual feita contra o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) pela jornalista e assessora da Câmara dos Deputados Patrícia Lélis. A informação é do porta-voz da entidade que reúne as igrejas Assembleias de Deus no Brasil, pastor Lélis Washington Marinhos. Feliciano, que é pastor filiado àquela convenção, deverá ser ouvido na próxima semana.

A iniciativa, informou o jornalista Nonato Viegas da coluna Expresso da revista Época, partiu do Conselho de Ética da Convenção Fraternal das Assembleias de Deus no Estado de São Paulo (Confradesp), convenção a qual é ligada a Assembleia de Deus Catedral do Avivamento, igreja presida por Marco Feliciano.

Além da denúncia de abuso sexual, o Conselho de Ética da Convenção analisará as mensagens trocadas entre Feliciano e a jornalista. Em algumas delas, há fotos de Patrícia usando roupas íntimas. “É estarrecedor [caso] e não faz parte do pensamento cristão. E é algo que não se admite a ninguém, menos ainda a um pastor”, afirmou Marinhos.


Se os integrantes do Conselho de Ética considerarem a conduta de Feliciano inadequada, ele poderá ser desligado da Assembleia de Deus e deixar de ser pastor.

Caso da Playboy

Em 2014, o pastor Marco Feliciano quase foi excluído da Convenção Geral das Assembleia de Deus do Brasil (CGADB) por ter dado uma entrevista à revista “Playboy”, cujo carro-chefe é a publicação de fotos de mulheres nuas.

Feliciano tornou-se alvo de críticas após sua passagem pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados e havia concedido à entrevista como direto de resposta ao humorista Gregorio Duvivier, do canal Porta dos Fundos.

Sobre sua entrevista o parlamentar afirmou que não poderia perder a oportunidade e que sua intenção não era estimular a compra da revista, mas atingir os leitores. “A revista perguntou se eu queria falar. Jamais perderia essa oportunidade. A entrevista com meu testemunho pessoal tem um alvo: os leitores daquela revista. E os crentes que fiquem em oração”, disse Feliciano.

Na entrevista Feliciano tratou de suas experiências com drogas antes de sua conversão, sobre sua posição a cerca da homossexualidade e outros temas polêmicos como sexo anal, criticas ao governo e do seu desejo de se tornar presidente, além de criticas a ex-senadora Marina Silva.

A iniciativa de exclusão do pastor partiu da Convenção Fraternal das Assembleias de Deus no Estado de São Paulo (Confradesp), presidida pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da CGADB e da Assembleia de Deus em São Paulo.

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