Em avaliação, sobre os 10 dias de greves, divulgada nessa quinta-feira, 18, pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins (SISEPE-TO), Cleiton Lima Pinheiro, ressaltou que o Governo do Estado manteve sua postura inflexível e não quis negociar. A carta chama de indecorosa e desrespeitosa a proposta de parcelar o retroativo de 2015 até o final do mandato do Governador Marcelo Miranda e adiar a discussão da data-base 2016 para o ano que vem.

“A justificativa da falta de recursos não cabe, pois, é de conhecimento de todos que tanto a arrecadação estadual quanto os repasses federais estão em franco crescimento no Tocantins”, garante o presidente do SISEPE-TO, que acrescenta que a reivindicação é tão somente pelo cumprimento da Constituição Federal, que, em seu artigo 37, assegura o direito à revisão geral anual aos servidores públicos (data-base).

Deflagrada no último dia 09 de agosto, a greve dos servidores públicos do pode executivo do Estado do Tocantins chega nesta quinta-feira, 18, ao seu primeiro decêndio.  “Destacamos até aqui, o fortalecimento do movimento paredista com a adesão e união dos profissionais da Educação e da Saúde. Apesar de estarmos convivendo diariamente com todo tipo de ameaça e retaliação, principalmente no Ruraltins, Adapec, Ciretrans e órgãos da Secretaria da Fazenda, o servidor não tem se intimidado e continua na luta”, reforçou Cleiton.

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A postura inflexível e o silêncio por parte do Governo do Estado foi combatida pelo presidente do sindicato. “O pilar das democracias está no harmonioso convívio com as diferenças, com a liberdade de expressão. Para atender as necessidades do povo, um bom governante deve saber ouvir e conversar com os diversos setores da sociedade, mesmo quando há divergência nas ideias. Imagine como seria se, numa gestão, determinado setor fosse excluído das políticas públicas, simplesmente pelo fato de não concordar com o gestor?! Como seria?!”, questionou.

O sindicato garante que a tendência é que o movimento cresça nos próximos dias, com adesão de novas categorias. E que a greve continua, sem previsão de término.

 

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