Da Redação JM Notícia

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o Sindicato dos Profissionais em Enfermagem do Estado do Tocantins (Seet) confirmaram a informação de que a falta alimentos para os profissionais e para os acompanhantes é recorrente

A crise da saúde no Tocantins a cada dia toma dimensões maiores. Funcionários do Hospital Infantil de Palmas afirmaram ao JM Notícia que na manhã dessa quarta-feira, 24, não foi servido o café da manhã para os pacientes e a previsão é de que não será servido o almoço.

Sem querer se identificar, o funcionário afirma que a falta de alimento não é caso isolado apenas do Hospital Geral de Palmas (HGP), mas tem acontecido em todos os demais hospitais do Estado, mas principalmente nos da Capital. Segundo a denúncia, os poucos profissionais que estão trabalhando nos hospitais, pois devido à greve apenas 30% estão na ativa, estão sendo coagidos e impedidos de sair para comprar alimentos.

Em conversar por telefone, o Sindicato dos Profissionais em Enfermagem do Estado do Tocantins (Seet) confirmaram a informação de que a falta alimentos para os profissionais e para os acompanhantes é recorrente. O Seet informou que o presidente da entidade, Claudeam Pereira Lima, estaria visitando na manhã de hoje todos os hospitais de Palmas, para averiguar às denúncias recebidas nos últimos dias, principalmente sobre a falta de alimentos aos pacientes.

O sindicato informou que a greve dos profissionais da saúde, deflagrada no dia 12 de agosto, a cada dia tem ganhado força, e que em Araguaína os profissionais já paralisaram desde a última terça-feira, 23.

Ontem, o JM Noticia noticiou a falta de alimentação no HGP e que para enfrentar o problema, a direção do HGP estaria pedindo doações por meio do whatsapp.

WhatsApp Image 2016-08-23 at 16.35.40Os funcionários também enviaram a redação do JM Notícia imagens de alimentos arrecadados sendo transportados por meio de maca hospitalar. Por telefone, o serviço social do hospital informou que o pedido de doação procede.

Dentre os alimentos solicitados estão: leite, biscoitos/bolachas, pães, carnes (peito de frango ou carne vermelha sem osso), arroz, feijão, macarrão, açúcar, farinha, verdura, legumes e frutas em geral e polpa de fruta.

A empresa Litucera, responsável pelas refeições, alega que levou um calote do Governo do Tocantins de R$ 75 milhões. Para garantir a continuidade dos serviços a partir desta quarta-feira, 24, o governo teria repassado a empresa R$ 2 milhões.

 Vistoria do MPE

Ontem, o Ministério Público Estadual (MPE) realizou uma vistoria ao HGP. A Promotora de Justiça Maria Roseli de Almeida Pery conversou com pacientes e acompanhantes nas enfermarias e nos corredores do maior hospital público do Estado, os quais relataram que foi servido o café da manhã, mas que o almoço não foi fornecido.

A Promotora de Justiça solicitou apoio policial, diante da situação de flagrante delito. O delegado Jeter Aires Rodrigues conduziu dois representantes da Litucera, uma diretora do HGP e dois representantes da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) para serem ouvidos na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Palmas, a fim de concluir inquérito que já havia sido instaurado a esse respeito, atendendo a requisição do Ministério Público.

Durante a vistoria, representantes da Sesau informaram ao Ministério Público que a empresa Litucera não cumpriu com o acordo firmado na semana passada, de que forneceria regularmente a alimentação até esta terça-feira, data em que um novo acordo de quitação das dívidas seria entabulado.

A redação entrou em contato com a Assessoria da Secretaria Estadual de Saúde, mas até o fechamento da matéria não recebeu nenhum posicionamento. O espaço continua aberto.

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