crivella-russomannoDois candidatos ligados à Igreja Universal do Reino de Deus lideram as pesquisas eleitorais nas duas maiores metrópoles do País. Em São Paulo, o deputado federal Celso Russomanno (PRB) está na frente com 31% das intenções de voto, segundo o Datafolha. No Rio de Janeiro, o senador Marcelo Crivella (PRB) lidera com 28% das preferências, também segundo o Datafolha.

Os levantamentos foram publicados pela Folha de S.Paulo. Em São Paulo, Russomanno está 15 pontos à frente da segunda colocada, a senadora Marta Suplicy (PMDB), que tem 16%. Marta permaneceu estável em relação à pesquisa anterior, mas Russomanno subiu de 25% para 31%. Em terceiro lugar aparecem, empatados dentro da margem de erro de três pontos, a deputada federal Luiza Erundina (PSOL), com 10% 0 prefeito Fernando Haddad (PT) com 8% e o empresário João Doria (PSDB), com 5%.

A seguir aparecem Levy Fidelix (PRTB), com 2%, Major Olímpio (SD), com 2%, e Ricardo Young (Rede), com 1%. Votos brancos ou nulos atingiram 17% das intenções e 7% dos entrevistados não opinaram. O levantamento ouviu 1.092 eleitores entre 23 e 24 de agosto.

Em simulações de segundo turno, Russomanno venceria em todos os cenários. Em uma hipotética disputa com Marta, o deputado ganharia com 51% dos votos, ante 32% da senadora. Ele derrotaria Haddad com 60% a 21%, Doria, com 63% contra 16%, e Erundina, com 56% a 29%.

No Rio, o senador Marcelo Crivella lidera com 28%, seguido do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), com 11%, o também estadual Flávio Bolsonaro (PSC), com 9%, e a deputada federal Jandira Feghali (PC do B), com 7%. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos.

O candidato do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), o deputado federal Pedro Paulo (PMDB), aparece com 5%. Ele é seguido pelos deputados Índio da Costa (PSD), com 4%, Carlos Roberto Osório (PSDB), com 3%, Alessandro Molon (Rede), com 2%, e Cyro Garcia (PSTU), com 1%.

Crivella busca pela terceira vez a Prefeitura do Rio. Ele tenta superar a rejeição ao seu nome em razão do vínculo com a Igreja Universal, da qual é bispo licenciado. Segundo a pesquisa, 22% não votariam no candidato. Em São Paulo, a resistência contra Russomanno é menor, porque o candidato pessoalmente é católico, embora o PRB seja controlado por políticos da Universal.

Sozinho, o PRB elegeu, em 2014, uma bancada composta por sete deputados federais e um senador, além de ter conseguido emplacar o presidente do partido, Marcos Pereira, como titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no governo Michel Temer. Com informações Brasileiros

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  • Samuca Amarantos

    Estão se preocupando com a religião ou a igreja a qual ele faz parte, (que pra mim só reforça mais ainda o seu caráter íntegro), e esquecem msm de focar nos seus inúmeros projetos de leis, uns já até aprovados, que beneficiam à nós, moradores da cidade do Rio de Janeiro.