Da Redação JM Notícia

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Líder da Assembleia de Deus dos Últimos Dias tem contado em vídeos na página da igreja as experiências que viveu enquanto esteve preso

Pastor Marcos Pereira, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD), no Rio de Janeiro, comemorou no mês de julho a decisão final dos processos contra ele, que incluíam acusações de associação ao tráfico e tráfico de drogas. Em vídeo postado em redes sociais, ele testemunhou sua vitória final e aproveitou para reclamar que a mídia não divulgou a decisão do desembargador Sidney Rosa da Silva, assinada em 26 de julho, que o inocentou após julgamento do recurso.

O pastor que ficou cerca de 20 meses preso, mas agora, após a apelação de sua defesa, foi inocentado por unanimidade.

Venho mostrar a minha vitória recebida esta semana, provando que nem uma arma forjada prevalecerá contra os servos de Deus”, comemorou na época da decisão. “Deus é o justo juiz; e ele nos justifica diante dos homens, para mostrar que ele é com seus servos”, finalizou.

Ressurreição e Cura na prisão

Agora, solto e em plenas atividades que o consagraram como um dos pastores mais conhecidos do país, por causa de seu trabalho de libertação desenvolvido principalmente em regiões dominadas pelo tráfico  e presídios, o pastor tem aproveitado para postar vídeos onde conversa com internautas e conta sua experiência durante o período em que esteve preso.

Em uma de suas transmissões feitas na página da ADUD no Facebook na última sexta-feira, 26, o pastor contou um testemunho após ser questionado sobre qual a maior experiência vivida a prisão.

Em sua resposta, o pastor disse que a maior experiência foi um caso em que ele orou e 3 homens acusados de estupro caíram endemoniados, inclusive alguns agentes penitenciários que estavam ali para os maltratarem. (Veja o vídeo abaixo).

Em seguida o pastor conta também um caso mais surpreendente onde certa vez ele orou e um homem que estava morto voltou à vida, deixando todos em êxtase.

Eu estava no Vieira Ferreira Neto (Presidio) onde um homem um homem, ele caiu da comarca, um senhor de idade, onde lá veio a falecer segundo informaram os enfermeiros e os médicos. E eu orei e aquele homem ressuscitou!“, contou pastor Marcos.

O pastor conta ainda que durante todo o tempo em que esteve preso fez cultos com os demais presos.

Caso Marcos Pereira

O pastor Marcos Pereira, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias (ADUD), ficou conhecido nacionalmente por seu trabalho nos presídios do Brasil, onde fazia cultos regularmente.

Contudo, a partir de 2012, José Junior, líder do AfroReggae passou a fazer uma campanha forte contra o líder religioso, a quem chamou de “maior mente criminosa do Rio de Janeiro”. Entre as diversas acusações graves contra ele estavam o envolvimento com o crime organizado, na produção e distribuição de drogas.

Uma série de denúncias contra ele incluíam denúncias de estupro e da promoção de orgias sexuais envolvendo homens, mulheres e menores dentro da sede da igreja em São João do Meriti.  Em meio de 2013 ele foi preso, acusado de estuprar seis mulheres, sendo que três delas eram menores de idade quando os abusos aconteceram.

Ele ficou detido na penitenciária de Bangu 2, no Complexo de Gericinó. Seu caso foi continuamente acompanhado pela imprensa, incluindo programas da Globo e do SBT. O tempo todo, Pereira alegava inocência. Chegou a dizer que, além de questões políticas, tratava-se de uma armadilha do diabo. A maior parte dos membros do seu ministério acreditava em sua inocência e o defendia publicamente.

Durante meses o caso obteve grande repercussão e surgiram várias testemunhas de acusação, que incluíam a ex-esposa e antigos colaboradores da ADUD. O pastor conseguiu um habeas corpus e foi solto em julho, após três meses de prisão.

Em setembro, a 2ª Vara Criminal da Comarca de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, condenou Marcos Pereira a 15 anos de prisão por estupro. Voltou a ser preso e só foi posto em liberdade definitiva em dezembro de 2014, após o caso ter chagado ao Supremo Tribunal Federal, em Brasília.

Foi decretada a anulação da sentença e o fim da prisão. Agora, com a decisão final do desembargador, o pastor encerra definitivamente o caso.

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