Por Marcos Botelho

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Às vezes os pastores são muito apaixonados pelos sonhos ministeriais, mas não se apaixonam pelos sonhos da família. (Foto: Reprodução)

Em algumas entrevistas de emprego é comum o entrevistador perguntar: qual a sua maior fraqueza? Geralmente a resposta é: sou muito cabeça-dura quando sei que estou certo, sou briguento pelos valores que acredito, dedico muito tempo ao trabalho, etc.

Esse tipo de confissão de “fraqueza” é muito propício para uma entrevista de emprego, pois na verdade o candidato não está confessando um defeito e sim vendendo uma imagem de supertrabalhador.

Vejo esse mesmo erro sendo cometido por muitos pastores que conheço e às vezes até por mim mesmo. Gastamos muito tempo nos ministérios, e sabemos que isso tem prejudicado nossas famílias, mas não levamos a sério esse pecado.

Às vezes os pastores são muito apaixonados pelos sonhos ministeriais, mas não se apaixonam pelos sonhos da família.

Temos grande facilidade de planejar os ministérios, de articular ideias, de nos debruçarmos nos detalhes de cada empreitada, mas quando chega na hora de planejar um momento de lazer em família, pensar numa estratégia para o culto familiar ou repensar a rotina da casa no próximo mês não conseguimos ter ânimo nem energia pra fazer.

Pastores “confessam” o tempo todo que estão se dedicando demais ao ministério e as pessoas ouvem e dão leves conselhos, como: “Toma cuidado pastor!” ou “Isso não é saudável”. Não percebem que a próxima confissão pode ser uma separação ou algo pior.

Se o pastor falha em algo no ministério é ruim, mas o pastor pode tentar de novo e refazer tudo, mas se ele falha na família, tudo se desmorona.

Por isso, quando um pastor “confessar” com um orgulho de canto de boca que tem se dedicado demais ao ministério e está cansado, olhe para ele seriamente e confronte-o em amor: Você está se confessando ou vendendo uma imagem?

Com informações Guiame

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