ScreenshotFeita principalmente para as mulheres que têm dificuldade em encontrar roupas mais comportadas e que se adequem às recomendações de vestimenta feitas por algumas denominações, a moda evangélica tem atraído um público bastante fiel. O segmento cresce em média 14% ao ano, segundo a Associação Brasileira de Empresas e Profissionais Evangélicos (Abrepe). Antes, se era necessário adaptar alguns modelos comprados em lojas populares, hoje eles já estão prontos nas vitrines das marcas especializadas. Sem deixar de seguir as tendências, as empresas apostam em modelos que agradam em cheio um público que não deixa de lado o desejo de estar bem vestida.

O crescimento constante do número de evangélicos no Brasil têm garantido ao segmento uma boa proteção diante da crise econômica que afeta o país. “O mercado cresce impulsionado pelo aumento do número de evangélicos, que segundo previsões do IBGE será a metade da população brasileira, em 2040. Temos resistido bravamente à crise, e alguns setores como moda e tecnologia têm gerado novas oportunidades de negócios para empreendedores evangélicos. Esse cenário favorável se deve também à busca pela fé em tempos de escassez, já que muitas pessoas voltam-se ao divino e se aproximam da igreja como uma válvula de escape em meio aos problemas”, explica Marcelo Rebello, presidente da Abrepe.

A Via Tolentino, com sede em Maringá, no Paraná, é um reflexo desse bom desempenho do segmento. Com cinco lojas de atacado (Maringá e Curitiba, no Paraná; Salto e Braz, em São Paulo, e Fortaleza, no Ceará), a marca criou, em 2014, um e-commerce também com foco atacadista, tornando-se pioneira nesse ramo entre as confecções de moda evangélica. “Mesmo com a crise, em 2016 a evolução do nosso e-commerce está em 30%, só no primeiro semestre, e já conseguimos atingir as metas criadas para o período”, comenta Vinicius Tolentino, diretor comercial da empresa. Eles cresceram 16% neste ano, e atribuem o bom desempenho às estratégicas de relacionamento com o cliente e a busca constante pela profissionalização.

Respeito ao costume religioso

A moda evangélica preza pelos modelos que permitam à mulher estar confortável, elegante, mas, sobretudo, discreta. As saias, em geral, têm um comprimento que fica pouca coisa acima do joelho e são bastante procuradas por clientes que frequentam igrejas onde o uso de calças não é recomendado para mulheres, ou pelo menos não dentro dos templos. Os decotes são sempre mais altos, para que não mostrem o colo, e as transparências raramente são usadas. “Esse foi um dos motivadores para a criação do nosso negócio. Atuamos a cinco anos no segmento da moda evangélica executiva feminina e foi a dificuldade em encontrar produtos decentes e comportados que nos fez abrir a empresa. Já nascemos virtuais e estamos com projetos de montar o espaço físico. Temos agora um prédio com 400m² que inauguramos no fim de 2015 já pensando nos departamentos, incluindo a loja que terá 100 m²”, diz Murilo Cateli, direto comercial da Via Evangélica, empresa também de Maringá.

Esse cuidado com o modo de se vestir é uma maneira de o evangélico demonstrar seu testemunho de fé, e por isso o segmento conquista tantas pessoas. “Além da vestimenta mais comportada, as camisetas e acessórios com versículos são usados como apoios para a evangelização”, finaliza Rebello.

Com informações Sempre Família

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