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Seguidora do Movimento Espírito Santo em Uganda, se ajoelha para orar. (Foto: REUTERS/JAMES AKENA)

Uma mulher de Uganda foi espancada por seu marido muçulmano até ficar inconsciente e teve de ser hospitalizada, porque ela participou de um culto em uma igreja local e teria se convertido ao cristianismo.

Fatuma Baluka, de 21 anos de idade, que mora no distrito de Budaka, a leste de Uganda, disse recentemente ao site cristão ‘Morning Star News’ que ela ficou inconsciente, após ser brutalmente espancada pelo marido, Hussein Kasolo, no domingo passado, depois de ter participado de um culto em uma igreja cristã com sua amiga.

“Quando cheguei em casa, meu marido gritou comigo, me chamando de ‘infiel’ e, em seguida, começou a me bater com um objeto de metal”, disse Baluka. “Eu caí no chão, desmaiei e só fui acordar já em uma cama de hospital”.

Felizmente para Baluka, que é a filha de um líder islâmico na vila predominantemente muçulmana, seus vizinhos vieram em seu socorro e impediram o marido de continuar a bater nela. Quando os vizinhos viram Baluka, ela estava sangrando muito, com ferimentos graves na cabeça e na perna.

“Encontramos Baluka já inconsciente e conseguimos impedir que o ataque brutal do marido continuasse”, disse um vizinho que pediu para manter seu nome em sigilo.

Os vizinhos então levaram Baluka para o hospital nas proximidades, onde ela foi hospitalizada por cerca de quatro dias, antes de receber alta.

O pastor da igreja onde Baluka e sua amiga participaram do culto, disse ao ‘Morning Star News’ que Baluka agora está se tornando uma cristã.

“Ela estava entre os que receberam orações no culto da igreja e na quinta-feira e disse para mim que no próprio domingo, quando ela recebeu a oração, sentiu-se constrangida em seu coração, por causa de seu pecado. Ela também disse que mediatamente, foi como se um fardo pesado lhe fosse tirado”, disse o pastor. “Ela agora está sendo discipulada na fé cristã”.

Depois de ser acusado de ser uma infiel, Baluka explicou que ela tornou-se como “uma inimiga” para o marido e que os pais muçulmanos também não a receberão de volta.

“Sinto-me desmentida e indefesa”, disse ela.

Baluka foi deslocado de sua casa e agora está em busca de refúgio.

Embora a grande maioria das pessoas em Uganda sejam cristãs (85%), os chamados “crimes de honra” (cometidos para lavar a honra das famílias muçulmanas) continuam a ser um problema constante em diversas partes do país, especialmente em áreas com uma população de maioria muçulmana.

Com informações Guiame

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