15134554_10208762079827533_2522835060045263250_n
Miss Plus Size diz que sofreu preconceito após estrelar campanha publicitária (Foto: Filipe Menegoy/Divulgação)

A representante do Tocantins no Miss Plus Size Nacional é Thaty Marchi, 33 anos, e ela está com a autoestima nas alturas. É que antes de ser chamada para representar o estado no concurso, ela conta que nem tinha vontade de se arrumar. “Me sentia uma baleia horrorosa e rezava para caber em um vestido”, conta. O concurso será realizado no dia 26 deste mês, no Rio de Janeiro. Ao todo, 16 mulheres concorrem ao título.

Thaty escolheu representar o Tocantins porque morou aqui por nove anos, período no qual se formou em jornalismo. Atualmente, ela mora em São Paulo, onde é motorista de Uber nas horas vagas. Em junho, ela foi descoberta pela estilista Alê Senna em uma loja de roupas, que a convidou para ser modelo. Thaty aceitou. Depois disso, começou a fazer desfiles e campanhas publicitárias.

“Eu agradeço todos os dias a estilista que me olhou na rua e enxergou além, porque eu estava com a autoestima muito baixa”, conta.

VEJA TAMBÉM
DPE-TO recomenda suspensão de decreto que impede motoristas do Uber a prestar serviço em Palmas

A miss diz que o concurso surgiu como uma nova oportunidade. “Agora sou outra pessoa. Foi a segunda chance que Deus me deu de viver com mais amor e mais qualidade de vida”, disse confiante

Preconceito
A boa fase só não afasta comentários preconceituosos, principalmente nas redes sociais. Thaty diz que em julho deste ano foi chamada para estrelar uma campanha publicitária do lançamento de um carro. Depois, o que ela presenciou foi uma enxurruda de comentários maldosos.

“Chegaram a dizer: ‘esta baleia pilotando, devia pilotar fogão’. Quando eu li, eu pensei: ‘Será que não tenho que emagrecer? Será que vou conseguir aguentar tudo isso’? Mas isso depois só me impulsionou”, argumenta.

Thaty diz que a intenção dela agora é levar a bandeira contra a ‘gordofobia’. Além disso, através da história de vida dela, pretende influenciar mulheres que não se aceitam por causa do corpo.

“O concurso é muito mais do que beleza. Primeiro é saúde, porque quando você está bem consigo mesma e tem amor próprio, você também está lidando com sua saúde. E a fase de aceitação, tem tantas meninas que não saem, que não usam short, que tem vergonha de sair por causa da celulite, porque são ditas fora do padrão que a sociedade impõe”, explica.

VEJA TAMBÉM
Câmara de Palmas aprova projeto que libera o serviço de Uber na cidade

Com informações do G1

DEIXE UM COMENTÁRIO

Atenção: Os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Jornal.