Ao ler a Bíblia, as palavras de Jesus não saíram da cabeça de Adam. (Foto: iStock)
Ao ler a Bíblia, as palavras de Jesus não saíram da cabeça de Adam. (Foto: iStock)

Adam era um muçulmano devoto, que odiava cristãos. No entanto, ao ler a Bíblia pela primeira vez em sua vida, seu sentimento de ódio se transformou em amor e despertou nele uma nova fé, conforme relata a organização Portas Abertas.

Elias, primo de Adam, foi o primeiro a se converter ao cristianismo em uma região islâmica da África, onde vivem. Porém, sua nova fé gerou conflitos em sua família muçulmana, que o rejeitou.

Adam era um dos membros da família que estava inconformado com a conversão de Elias. “Um dia, quando eu vi Elias na cidade carregando sua Bíblia, eu o confrontei. Ele me mostrou o versículo de João 14:6, onde Jesus diz: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim’”, Adam lembra.

“Eu me senti tão ofendido! Eu joguei a Bíblia no chão e pisei nela. Eu até tentou agredir Elias”, acrescentou.

Pouco depois do encontro, Adam se encontrou com um amigo que passou a ser um muçulmano devoto. “Ele me repreendeu, dizendo: este livro que você pisoteou é realmente verdadeiro”, recorda.

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As palavras de Jesus não saíram de sua cabeça. Adam, então, procurou um evangelista que vivia na região, que o ensinou a respeito de Cristo, da Bíblia e do Alcorão. Diante dos novos ensinamentos, a fé cristã foi despertada no coração do jovem.

“Depois, eu fui até Elias e pedi desculpas pelo que fiz”, disse Adam. “Felizmente, ele me perdoou. Hoje, nós adoramos a Cristo juntos e amamos uns aos outros mais do que antes”.

Adam e Elias foram expulsos de casa pela família — ou então seriam mortos. Hoje, os primos encontraram abrigo em uma comunidade de cristãos que passaram por experiências semelhantes e hoje vivem sob os cuidados da Portas Abertas.

Cenário da perseguição

De acordo com a organização, a perseguição aos cristãos está crescendo em todo o mundo. Mais de 7 mil cristãos foram mortos por sua fé entre 1 de novembro de 2014 e 31 de outubro de 2015.

Outro levantamento feito pelo grupo registrou que mais de 3 mil cristãos foram mortos por motivos relacionados à fé em 2016. Além disso, mais de 2.400 igrejas foram atacadas, danificadas ou destruídas durante este período.

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