meirelles-fiespO ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a reforma da Previdência será apresentada nesta segunda-feira (5) pelo presidente Michel Temer e enviada ao Congresso nos próximos dias. A declaração foi feita durante participação de Meirelles em evento da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp).

O presidente da República deverá receber representantes de centrais sindicais no Palácio do Planalto na tarde desta segunda-feira (5) e, logo depois, líderes da base aliada para apresentar o conteúdo da Reforma da Previdência.

Meirelles não deu detalhes sobre proposta do governo para mudar as regras de aposentadoria e pensões.

Meirelles lembrou que população precisa ter consciência da dimensão da crise; ministro participou de evento na Fiesp, em São Paulo. (Foto: Karina Trevizan/G1)
Meirelles lembrou que população precisa ter consciência da dimensão da crise; ministro participou de evento na Fiesp, em São Paulo. (Foto: Karina Trevizan/G1)

O ministro da Fazenda disse que a expectativa é que a proposta de reforma da Previdência seja “bem recebida” no Congresso, apontando que a medida é urgente. “Porque Previdência quebra. O Rio de Janeiro mostra isso, os estados estão mostrando e outros países mostram.”

Meirelles disse que a reforma tem como “objetivo fundamental” assegurar o recebimento da aposentadoria. “Melhor do que tentar antecipar ou manter uma idade de aposentadoria ainda relativamente jovem na vida – e eu posso dizer isso com tranquilidade, a pessoa se aposentar aos 55 anos de idade ou até 60 anos está relativamente jovem, pela minha experiência de vida pessoal, eu posso dizer isso. Agora, é importante dizer que o que é crucial para todos é que todos tenham segurança de que vão receber a aposentadoria.”

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Crise econômica
Meirelles disse que “o país estava na UTI no meio deste ano, mas que, com as medidas tomadas, seja a PEC do teto dos gastos públicos, seja a transparência das contas públicas, seja a reforma da previdência que será anunciada hoje”, a economia já apresenta sinais de reversão.

“É importante que nós todos tenhamos consciência da dimensão dessa crise. O combate eficaz a essa crise só começou a partir de maio de 2016”, disse o ministro.

“Essa retomada demanda mais tempo do que uma saída como já tivemos no passado, onde uma crise rápida preserva a saúde das companhias e a saúde financeira dos consumidores.”

Falando sobre o sistema atual de aposentadorias, Meirelles disse que “é injusto conceder privilégios a pequenos grupos”, citando o serviço público.

Medidas em estudo
O presidente da República afirmou que o governo irá lançar dez medidas “microeconômicas”, em meio a pressões pela demissão de Meirelles. As declarações foram dadas em entrevista ao jornal “O Globo”, em que o presidente rechaçou a possibilidade de substituir o titular da Fazenda.

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Meirelles disse nesta segunda que “existe uma série grande de medidas em estudo que serão anunciadas agora que a PEC está aprovada, que era a prioridade número 1”.

Perguntado sobre o pacote de medidas microeconômicas anunciada por Temer em entrevista, o ministro da Fazenda disse que “Estamos em processo de elaboração e, nos próximos dias, deveremos dizer claramente quais são.”

Questionado por jornalistas se ele estaria sendo “fritado”, com pressões por sua saída do ministério da Fazenda, Meirelles respondeu que o “processo de discussão” sobre saídas para a crise é “normal”, mas negou que haja pressões para que ele deixe o cargo. “Eu já estive no governo antes, no Banco Central [como presidente]”, disse. “É normal esse processo de discussão, eu acredito que hoje é até mais suave do que foi naquela época. Está indo tudo bem.

Globo

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