Bimal Shahi, Prakash Pradhan e Shanti Pakhrin mostram a revista em quadrinhos que distribuíram para crianças afetadas pelos terremotos de 2015. (Foto: CSW)
Bimal Shahi, Prakash Pradhan e Shanti Pakhrin mostram a revista em quadrinhos que distribuíram para crianças afetadas pelos terremotos de 2015. (Foto: CSW)

As acusações de proselitismo, que recaíram sobre oito cristãos foram agora descartadas no primeiro caso de liberdade religiosa no Nepal, após a promulgação da nova Constituição do país.

Sete homens e uma mulher foram presos em junho deste ano, depois de distribuir panfletos sobre a história de Jesus em duas escolas cristãs. Segundo a organização cristã ‘World Watch Monitor’, os líderes cristãos do Nepal celebraram a absolvição dos cristãos.

Embora o Nepal seja declarado um Estado Laico, sua nova Constituição, promulgada em setembro de 2015, protege os direitos da religião majoritária, o hinduísmo, que compreende mais de 80% da população do país. Por conseguinte, é punível por lei trabalhar pela conversão de alguém de uma religião para outra nos termos do parágrafo 3 do artigo 26 da Constituição. Os oito cristãos foram acusados de quebrar esta lei com a distribuição dos panfletos.

“Nossa organização nunca tentou converter crianças”, disse Barnabas Shrestha, presidente da organização ‘Teach Nepal’, na qual trabalham cinco dos oito cristãos que foram presos.

Antes de serem presos, os cristãos estavam conduzindo um seminário sobre traumas, para ajudar as crianças na superação do estresse pós-traumático, devido aos terremoto de abril de 2015. Durante o evento, eles distribuíram os panfletos que contam a história de Jesus.

Embora negassem as acusações, os cinco conselheiros da ‘Teach Nepal’ foram presos e permaneceram detidos por oito dias, ao lado de dois diretores de escola e um pastor. Demorou seis meses para que todas as acusações contra os oito cristãos fossem descartadas e todos fossem libertos da prisão.

A decisão virá como um alívio para os cristãos no país, que têm experimentado maiores limitações de sua liberdade religiosa nos últimos meses. O Conselho de Bem-Estar Social do Nepal teria deixado de conceder a aprovação da ajuda externa para programas cristãos.

Um missionário no país afirmou que o governo ameaçou fechar, impor grandes multas e confiscar as posses de orfanatos cristãos e escolas em Catmandu, encontradas em posse de um único folheto cristão.

Os indivíduos que foram acusados e agora estão livres das acusações de ‘proselitismo’ são Shakti Pakhrin (pastor da Igreja Cristã Charikot), Prakash Pradhan (diretor da Academia Mount Valley), Bimal Shahi (diretor da Escola Moderna do Nepal) e os funcionários da organização ‘Teach Nepal’: Banita Dangol, Balkrishna Rai, Philip Tamang, Kiran Dahal e Bhimsen Tiwari.

Guiame

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