Betsy Devos (esquerda), Donald Trump (Centro) e Mike Pence (direita). (Foto: Reuters)
Betsy Devos (esquerda), Donald Trump (Centro) e Mike Pence (direita). (Foto: Reuters)

A bilionária filantropa, escolhida pelo presidente eleito nos EUA, Donald Trump, para ser sua Secretária de Educação, Betsy DeVos expressou anteriormente sua preferência em dar mais espaço ao cristianismo no ensino escolar dos Estados Unidos.

A revista norte-americana ‘Politico’ teve acesso à cópia de uma gravação, na qual Betsy e seu marido falavam sobre os valores cristãos e a educação americana, durante um evento em 2001, chamado “The Gathering”, uma conferência anual de alguns dos cristãos mais ricos do país.

Na gravação, o casal Devos teria falado sobre como eles são motivados pela fé cristã em pressionar por reformas na maneira como os jovens são educados nos EUA.

Devos – que deve assumir a Secretaria de Educação no início de 2017 – até mesmo usou um termo da Bíblia Sagrada para descrever seus esforços para reformas. Ela citou Sefelá, que é um lugar onde as batalhas foram combatidas no Antigo Testamento, incluindo a luta entre Davi e Golias.

“Nosso desejo é estar naquele Sefelá e confrontar a cultura em que todos nós vivemos hoje, em maneiras que continuarão a contribuir para o avanço do Reino do Deus, mas não permanecendo em nosso próprio território da fé”, disse Betsy, segundo a revista.

O casal cristão também sustentou que a escolha de escolas nos EUA deveria levar a um “maior ganho do Reino”. Eles também lamentaram como as escolas públicas supostamente “deslocaram” a Igreja do centro das comunidades.

Rob Boston, porta-voz dos Americanos Unidos pela Separação entre Igreja e Estado, entretanto, expressou preocupação com as declarações anteriores da Secretário de Educação. Seu grupo anteriormente descreveu Devos como um “general de quatro estrelas em uma guerra de bastidores enganosa nas escolas públicas e na separação entre a Igreja e o Estado”.

“É muito alarmante”, disse Boston à revista Politico. “As pessoas apoiam os distritos escolares por diferentes razões: alguns argumentam a favor do livre mercado, porque se opõem à educação pública, outros querem apoiar os ensinamentos sectários com o dinheiro dos contribuintes. Devos tem um pé em ambos os campos, o que não é um bom presságio para as nossas escolas públicas”.

Guiame

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