Por Amanda Oliveira

Campelo repudia postura da prefeitura de Palmas em negar sepultamento de Iberê Barroso no cemitério de Taquaruçu

Triste com o falecimento do jornalista Iberê Barroso, o vereador Lúcio Campelo usou a tribuna nesta quinta-feira, 02, para expressar seu pesar e repudiar a postura da Prefeitura de Palmas em negar que o sepultamento do Jornalista ocorresse em Taquaruçu, lugar que ele amava e queria ser sepultado.

 Isso em obediência a Portaria nº 14 de autoria da Secretaria de Desenvolvimento Social de Palmas, datada de 08 de Abril de 2013 que restringe o auxílio funeral para pessoas que tenham renda acima de 2 salários mínimos ou renda per capta por membro da família superior a 60% do salário mínimo.

Conforme o Vereador, de forma errônea, os servidores do município embasaram-se no texto da Portaria e negaram-se a realizar o sepultamento do Jornalista no Cemitério do Distrito, que só ocorreu após o vereador Léo Barbosa e o deputado Wanderlei Barbosa contratarem pedreiros para tal ação.

Segundo Lúcio Campelo, esta não é a primeira vez que o Município age desta forma. Ou seja, o morador de Taquaruçu, que ganhar valores a mais que os indicados na Portaria, não poderá ser sepultado no Distrito por vontade da Prefeitura de Palmas, e a família em um momento emocional delicado terá que deslocar-se para a Capital e sepultar seu ente querido distante de sua casa e do lugar que viveu.

Lúcio Campelo ressaltou a insensibilidade do governo municipal e lembrou que a Constituição Federal menciona o dever do poder público em sepultar o cidadão.

 ‟É impossível conviver com uma situação dessa que o cidadão palmense está passando. Quem não tem sensibilidade para lidar com as adversidades da sociedade não pode estar à frente dela”, afirmou o Vereador.

 Iberê Barroso

Natural do Rio de Janeiro, Iberê veio para o Tocantins em 1989, onde atuou como jornalista em vários órgãos públicos. Participou da criação do Correio do Tocantins, Jornal Stylo, entre outros. Em quase meio século dedicado ao Jornalismo foi ganhador de dois prêmios Esso, passou pelo ‘Pasquim’ e Jornal do Brasil. Escolheu o Tocantins para morar, terra que ajudou a desbravar e fez história com seu profissionalismo e alegria, alegria esta, bem representada nas atividades carnavalescas as quais o Jornalista amava. Ele escolheu Taquaruçu para viver e no último dia 28 teve seu falecimento confirmado por complicações causadas por um câncer no pulmão.

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