Da Redação  – Dermival Pereira

Momento do culto fénebre realizado pelo Padre Aderso Alves dos Santos na despedida do jornalista Iberê Barroso – Foto: CT

O enterro do jornalista Iberê Barroso e Silva, ocorrido no cemitério Público de Taquaruçu nesta quarta-feira, 1º, teve um princípio de tumulto e muita discussão. A polêmica entre membros da comunidade, amigos do jornalista, políticos e funcionários da Prefeitura de Palmas, ocorreu porque o órgão municipal se negou a realizar o sepultamento do jornalista.

Diante da recusa da prefeitura, segundo as informações obtidas pelo JM Notícia, amigos, familiares, membros da comunidade, vereador Léo Barbosa e o deputado Wanderlei Barbosa, iniciaram a discussão com os servidores. Conforme fontes do JM, o enterro acabou sendo realizado pelos próprios moradores.

Em contato com o JM Notícia, o vice-presidente da Câmara de Palmas, vereador Léo Barbosa (SD), que esteve presente no local e também entrou na discussão juntamente com o deputado estadual Wanderlei Barbosa (SD), disse que “estive na Secretária da Assistência Social do município para agilizar a liberação do enterro no cemitério, mas eles me encaminharam para a Secretária da Infraestrutura. Lá eles não me deram nenhuma liberação por escrito, mas verbalmente ficou tudo certo para o enterro acontecer la no cemitério de Taquaruçu, porém, quando chegamos no local, os funcionários da prefeitura se negaram a realizar o sepultamento, um desrespeito com a população de Taquaruçu e principalmente com o falecido e seus familiares”, criticou.

De acordo com Léo Barbosa, “o ocorrido não é um fato isolado, mas não pode continuar a repetir-se. A prefeitura precisa urgentemente rever estas medidas e compreender a importância de dar as pessoas do distrito um lugar para serem enterradas”, disse.

Ainda segundo o parlamentar, a atual gestão, estabeleceu uma norma na qual só podem ser sepultados no Cemitério Público de Taquaruçu, pessoas que ganham até R$ 1.874.

Léo Barbosa (SD), emitiu nota de repúdio contra ato da prefeitura de Palmas

Em Nota de Repúdio, divulgada em função do ocorrido, o vereador classificou o fato como uma “política discriminatória adotada no cemitério de Taquaruçu e sua negativa em sepultar na tarde desta quarta feira de cinzas, o jornalista pioneiro de nossa capital Iberê Barroso”.

Confira a íntegra da Nota
“Venho através desta nota, repudiar a Prefeitura Municipal de Palmas pela política discriminatória adotada no cemitério de Taquaruçu e sua negativa em sepultar na tarde desta quarta feira de cinzas, o jornalista pioneiro de nossa capital Iberê Barroso.

Vencedor de prêmios nacionais de jornalismo e escritor, Iberê chegou em nossa região quando tudo ainda era poeira e ajudou a escrever a história e reproduzir fatos importantes da cidade de Palmas.

É inadmissível que moradores do distrito, pessoas que escolheram Taquaruçu para viver, sofram tamanho desrespeito e não tenham condições de serem sepultados de forma digna em função da nova política adotada pela prefeitura.

O ocorrido não é um fato isolado, mas não pode continuar a repetir-se. A prefeitura precisa urgentemente rever estas medidas e compreender a importância de dar as pessoas do distrito um lugar para serem enterradas”

O JM Notícia disponibiliza o espaço para que a prefeitura de Palmas se posicione sobre o tema.

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