Da Redação – Ricardo Costa

Pastor Suimar Caetano, presidente da Assembleia de Deus Missão no Brasil, Portugal e Estados Unidos – Foto: Sigeaki Silva

De acordo com um levantamento realizado pela Aliança Evangélica Portuguesa, organização que agrupa a maioria das comunidades evangélicas em Portugal, o número de templos evangélicos em Portugal caiu  de 1630 para 964, entre os anos de 2000 e 2016.

Sede da AD Missão Projeto Restaurando Vidas em Portugal – Foto: Divulgação

De acordo com estudo da Aliança Evangélica Portuguesa, uma das explicações para esta redução é a saída do país de muitos imigrantes, sobretudo de brasileiros que retornam ao país nos últimos anos.

O estudo constatou que apesar da diminuição no número de templos evangélicos, no mesmo período foram abertas 322 novas igrejas, entre alguns acontecendo à fusão de igrejas, como é o caso da Assembleia de Deus Projeto Restaurando Vidas como sede no Brasil, e que já chegou a ter 13 congregações em Portugal, reduzindo na época a 06 congregações.

Cristina Soares preside, desde 2003, a uma igreja que só existe no Porto e que conta com um grupo de 40 fiéis. A Igreja das Boas Novas “é independente, foi fundada no Porto por um casal brasileiro em 1992 Foto Pedro Correia/Global Imagens

Ainda de acordo com o estudo, em média cada igreja faz cinco batismo por ano. Lisboa, Porto e Setúbal concentram a maioria das comunidades evangélicas portuguesas, em que a média é de 49 membros por igreja.

“Quando falamos de 2000 igrejas com portas abertas ao público é preciso ver o contexto. Muitas dessas igrejas eram pequenos espaços, algumas delas em garagens, por vezes formadas por um imigrante que chegava e queria ter cá um culto semelhante ao que já conhecia e reunia um grupo de pessoas para abrir uma igreja. Muitas estavam abertas dois ou três anos e depois fechavam”, disse ao DN António Calaim, presidente da Aliança Evangélica Portuguesa.

“Muitas dessas garagens deram lugar a um único espaço, com melhores condições”, aponta o médico de 60 anos, com o reconhecimento que “não há dúvida que há menos igrejas”.

António Calaim aponta também que há agora alguma estabilização. “Nas décadas de 1980 e 1990 houve um boom, com a chegada de pessoas das antigas colónias [Cabo Verde tem muitos evangélicos] e com a entrada de muitos imigrantes, os brasileiros mas não só. A partir do ano 2000 iniciou-se a redução.” Outro fator a ter em conta, segundo a Aliança, é o “forte. Com informações DN Portugal