Da Redação – Ricardo Costa

Depois de muitas polêmicas e várias ações judiciais ajuizadas em várias partes do país, mais de 20 mil ministros do evangelho vão escolher neste domingo, 09, o novo presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) para conduzir a entidade pelo próximo quadriênio 2017-2021.

Pastor Samuel Câmara, Wellington Júnior e Cícero Tardim concorrem neste domingo à presidência da CGADB- Foto: Divulgação

O Evento ocorrerá em São Paulo, durante a 43ª Assembleia Geral Ordinária da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). A votação será online e cada ministro pode votar de onde estiver pelo celular ou computador.

De acordo com informações obtidas pelo portal gospel JM Notícia, vão concorrer à presidência os pastores Samuel Câmara, José Wellington Júnior e Cícero Tardim.

Após ser acusado de não se desincompatibilizar da CPAD para concorrer à presidência da CGADB, o Superior Tribunal de Justiça liberou nesta sexta-feira, 07, a candidatura do pastor José Wellington Júnior à presidência da CGADB, mas manteve todas as decisões judiciais de outros tribunais que tratavam da eleição, inclusive, o cancelamento de 10.479 inscrições. Portanto, a eleição contará com três candidatos na disputa.

PERFIL DOS PRESIDENCIÁVEIS

Pastor Wellington Júnior – É ex-presidente da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), presidente da Assembleia de Deus na cidade de Guarulhos (SP) e 1º vice-presidente da Convenção Confradesp.

Pastor Samuel Câmara – É Presidente da Igreja Mãe em Belém do Pará, e já exerceu os cargos de 1º Secretário e 1º Vice Presidente na CGADB.

Pastor Cícero Tardim – É presidente da Assembleia de Deus Alto Piriqui –PR.

CONCILIAÇÃO

Após a última eleição em Brasília, onde foi reconduzido à presidência o pastor José Wellington Bezerra da Costa, a CGADB teve seu nome mencionado em diversos veículos de comunicação do país por supostas fraudes praticadas em inscrições de ministros durante a 41ª AGO no DF.

A Justiça chegou a multar a entidade em quase 10 milhões de reais em 2016, por se negar a cumprir ordem judicial.

Na época, o pastor Samuel Câmara afirmou ao JM Notícia que as solicitações para acesso a informações sobre inscritos foram negadas e que teria ajuizado ação judicial requerendo a amostra dos pagamentos das inscrições, devido à suspeita de que haveria convencionais inscritos fora do prazo. No entanto, mesmo com decisão judicial determinando que se mostrassem os documentos solicitados, Pastor José Wellington se recusou a mostrar os comprovantes de pagamentos.

Devido ao descumprimento judicial, a Justiça do Estado do Amazonas, determinou multa diária no valor de R$ 50 mil reais (decisão proferida ainda em 2013).

Em julho de 2016, precisamente no dia 07, pastor Samuel Câmara e o pastor José Wellington Bezerra da Costa fizeram as pazes, e de uma maneira quebrantada e compromissada em não repetir os passos que os levaram até essa dolorosa disputa judicial.

Durante a reunião, que aconteceu em um hotel no Rio de Janeiro(RJ) entre a Mesa Diretora da CGADB, os pastores Samuel Câmara, seu irmão Jônatas Câmara e o pastor Ivan Bastos, foi redigido e assinado um termo de acordo para a reconciliação e paz entre estes três últimos e o pastor José Wellington Bezerra da Costa, atual presidente da CGADB. A Confrateres também está entre as partes envolvidas no acordo.

“Pastor Samuel retirou todos os processos e foi reintegrado a CGADB. Vivemos em tempo de paz. Assinamos ontem um documento, perante a Mesa Diretora, perante nossos advogados, todos assinaram a ata”, disse Ivan Bastos, na ocasião, ao site JM Notícia.

No entanto, chegou o período das eleições da CGADB novamente e o acordo não se concretizou. De acordo com fontes do JM Notícia, lideranças do pastor Samuel Câmara não conseguiram acesso aos dados da eleição, requerimentos não foram atendidos e após várias tentativas frustradas de acordo, diversas ações foram impetradas, novamente, às vésperas destas novas eleições.

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  • Edilez Brito

    Projeto d poder tão somente

  • José Inaldo

    Nós crentes em cristo jesus,precisamos lutar contra a escravidão que é colocada sobre nós, o direito do cristã é igual,a bíblia é nosso guia, e o que estar acontecendo é mais uma luta de poder.

  • alex

    vejam que vergonha para nós, os ‘pastores’ permitir que a justiça arbitre sobre os interesses da “igreja”! Será que a PF vai batizar a operação de “lava jato gospel”?