Filme ‘A Cabana’ faz sucesso entre cristãos e gera debates teológicos

O longa foi acusado de heresia por um pastor, mas recebeu apoio de muitos outros líderes

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Da Redação JM notícia

a cabana

O filme “A Cabana” ultrapassou a marca de 1 milhão de expectadores no Brasil, mesmo enfrentando uma série de críticas por parte de alguns pastores. Distribuído pela Paris Filmes, o filme atingiu a marca de 800 mil em menos de uma semana em cartaz e teve a melhor média de público por sala de todo o ranking.

A história de “A Cabana” apresenta a jornada espiritual de Mack Phillips [Sam Worthington] um pai que passa a questionar suas crenças após sofrer uma tragédia familiar que o leva a entrar em uma profunda depressão.

Mack então recebe uma carta misteriosa que o convida para ir a uma cabana abandonada no deserto de Oregon e ali ele passa a encontrar as representações da Trindade, tendo então as respostas para suas questões espirituais.

A versão para as telonas do best-seller de William P. Young gerou uma série de debates teológicos, principalmente pelo filme trazer a representação humana de Deus através da interpretação da atriz Octavia Spencer, além de interpretações de Jesus e do Espírito Santo.

Um dos maiores críticos ao filme no meio cristão foi o pastor Renato Vargens que listou quatro motivos para que os evangélicos não fossem aos cinemas prestigiar o longa.

O líder da Igreja Cristã da Aliança, em Niterói (RJ), escreveu em seu blog as razões que o levaram a não aprovar o conteúdo do filme, criticando principalmente a forma como a Trindade é retratada. Para ele, foi “depreciativo” e trouxe uma “visão distorcida” a respeito de Deus e seus atributos.

“O filme trata a Trindade de forma banal, imprecisa e disforme, destoando de forma acintosa da revelação das Escrituras”, escreveu o religioso em um dos pontos por ele apresentado para que cristãos não assistissem ao filme.

Mas a visão de Vargens não é unanime no meio evangélico, líderes de diversas denominações que assistiram ao filme aprovaram a interpretação da Trindade e elogiaram a forma como a história trata desta questão.

O pastor e psicólogo Ivaldo Costa, líder da Comunidade Altar, na cidade de Belém (PA), elogiou o filme. “Ver a manifestação da trindade de maneira tão íntima e pessoal foi lindo. O filme nos faz entender que Deus não é aquele ser inalcançável nem distante. A Cabana mostra Deus revelado no filme e manifestando cura, perdão e mudando nossos corações para ver o propósito dEle em cada situação de nossas vidas. O filme é fantástico, recomendo”.

A pastora Adriany Gomes, psicóloga e líder das mulheres na Igreja Batista Livre em Contagem (MG) também concorda que a principal mensagem do filme é aproximação entre Deus e os homens. “A parte principal do filme é falar da intimidade com Deus, porque ela é a base da resolução de todos os problemas. Os problemas ficam pequenos com a proximidade de Deus”, afirmou ela.

O líder da Assembleia de Deus, pastor  Anderson, também de Belém, elogiou a tremenda história contada a partir da dor de um homem. “O filme A Cabana mostra Deus revelado”, afirmou.

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  • Eliana dos santos

    Na verdade se admitirmos a ideia de um Deus simples e acessível, estará sendo tirado muito do poder que falsos profetas tem ao interpretar as palavras da bíblia, tão complexas e ininteligíveis para pessoas comuns, onde é mostrada a imagem de um Deus ao qual só uma minoria tem acesso, com o “compromisso” de relatar a vontade de Deus, somente através da filiação (com fins extremamente lucrativos) à alguma instituição religiosa, onde os textos bíblicos são manipulados e interpretados convenientemente, deixando claro para pessoas com pouca ou nenhuma instrução, que o contato, as promessas e bênçãos de Deus não serão partilhadas com aqueles que não professarem determinada religião. Não esqueçamos, porém de um Deus que é acima de tudo Amor, o Poder de Deus vem do amor puro e incondicional que só ele pode sentir, o verdadeiro sentimento de amor que inspirou os dois primeiros mandamentos, através dos quais TUDO seria possível: “AMARÁS ao teu Deus, com todo o teu coração e AMARÁS ao teu próximo como a ti mesmo”. Na interpretação desses doutores em teologia, que buscam a complexidade do que é essencialmente simples, para justificarem seus doutorados, estamos então, nas mãos de Deus ou nas mãos de intérpretes da palavra de Deus? A esperança de salvação está em Jesus Cristo? Ou nas diversas religiões criadas?