Contrariando decisão judicial, CGADB marca nomeação de novo presidente

As eleições foram suspensas pela Justiça do RJ que viu fraude no processo de escolha da mesa diretora

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Da Redação JM Notícia – Está marcada para acontecer no dia 25 de abril, em São Paulo, a 43ª Assembleia Geral Ordinária da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), evento que será marcado pela posse do novo presidente da entidade, o pastor José Wellington Costa Junior.

A decisão de empossar o novo presidente vai contra a decisão judicial emitida pela Justiça do Rio de Janeiro que anulou o processo de eleição da mesa diretora da CGADB.

No entendimento da Justiça, o pleito de 9 de abril aconteceu em desacordo uma série de liminares expedidas que paralisavam a eleição, inclusive a nomeação de um interventor judicial foi desrespeitada.

“Considerando-se a ilegalidade da conduta das rés, ao promover as eleições em contrariedade à decisão judicial, declaro a nulidade do pleito e de todos os atos subsequentes praticados pelas rés tendentes à implementação do resultado das eleições”, decretou o juiz Thomaz de Souza e Melo, da 1ª Vara Cível Regional de Madureira, Rio de Janeiro (RJ).

No site da CPADNEWS, a vitória do pastor José Wellington Costa Junior é mencionada citando os 64% dos votos válidos dados a ele entre 23 mil eleitores. Os demais eleitos da Mesa Diretora e do Conselho Fiscal também receberam mais de 60% dos votos válidos segundo a CGADB.

A nomeação dos eleitos, porém, pode prejudicar judicialmente a entidade, pois a decisão judicial afirmou que caso descumprisse a ordem e fizesse a nomeação dos eleitos a CGADB seria multada em R$ 500.000,00.

43ª AGO deve atrair mais de 7 mil ministros

Mesmo com essa decisão, a CGADB pretende reunir mais de sete mil pastores de todo o pais no novo templo-central da Assembleia de Deus Ministério do Belém em São Paulo.

O evento terá a duração de 4 dias e terá como tema “Salvação e Livre-Arbítrio”. Entre os temas discutidos entre os pastores temos: a aprovação da Declaração de Fé das Assembleias de Deus no Brasil, e dos relatórios financeiros da CGADB e dos órgãos a ela vinculados, e a discussão sobre as uniões estáveis entre os membros das igrejas.

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