Temer se irritou com críticas da Igreja Católica sobre a Reforma da Previdência

A CNBB apoiou a greve da última sexta-feira e pediu mobilização por parte dos católicos

Da Redação JM Notícia

A Igreja Católica, através da Convenção Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), criticou as reformas trabalhista e da previdência e esta atitude deixou o presidente Michel Temer irritado.

Segundo a coluna Radar On-line, da revista Veja,  “poucas coisas irritaram tanto” o presidente brasileiro quantos as manifestações feitas pela CNBB que até apoiou a greve geral que aconteceu na sexta-feira passada (27).

A CNBB chegou a emitir uma nota dizendo que as reformas precisavam de “imediato repúdio” por parte da sociedade brasileira, pois estaria mexendo em direitos sociais que foram conquistados através da participação democrática.

Assinada pelo Arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, Cardeal Sergio da Rocha, pelo Arcebispo de São Salvador da Bahia e Vice-Presidente da entidade, Dom Murilo S. R. Krieger e por Dom Leonardo Ulrich Steiner, Secretário-Geral da CNBB, a nota fazia duras críticas aos projetos que estão em votação no Congresso Nacional.

O texto chega a dizer que as informações sobre o déficit da previdência são desencontradas e diante dessa falta de dados concretos, fica difícil encontrar uma solução.

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“É preciso conhecer a real situação da Previdência Social no Brasil. Iniciativas que visem ao conhecimento dessa realidade devem ser valorizadas e adotadas, particularmente pelo Congresso Nacional, com o total envolvimento da sociedade”.

Para o órgão, o projeto apresentado para dar novas regras de aposentadoria estaria excluindo os que mais precisam de aposentadoria, como trabalhadores rurais, segurados especiais (indígenas, quilombolas, pescadores) além de viúvas, e outros grupos.

No final da nota, a entidade ainda pedia mobilização da comunidade católica para “buscar o melhor para no nosso povo, principalmente os mais fragilizados”.

Ao que indica a nota da coluna Radar On-line o presidente não esperava que a CNBB fosse apoiar a greve liderada pelos sindicatos de diversas categorias.

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