Da Redação JM Notícia

Nesta terça-feira (2) acontecerá em Paris uma reunião da UNESCO para votar sobre a resolução que analisará a soberania de Israel na cidade de Jerusalém.

A votação acontece no mesmo dia em que Israel comemora a sua independência, o texto a ser votado foi proposto pela Argélia, Egito, Líbano, Marrocos, Omã, Qatar e Sudão em apoio à Palestina.

O texto versa sobre a importância de Jerusalém para as três religiões monoteístas, dizendo que por este fato é impróprio que a cidade esteja sob domínio de algum país ou religião.

O ministro das Relações Exteriores de Roma, Angelino Alfano, foi um dos primeiros líderes a se posicionarem contra a resolução.  “Dei instruções precisas ao representante permanente da Itália na Unesco para votar ‘não’ contra a enésima resolução politizada sobre Jerusalém, ainda mais em um dia importante de festa nacional israelense”, afirmou ele.

Israel, ao tomar conhecimento do posicionamento da Itália, fez elogios à esta decisão. “Israel agradece a Itália por votar contra a resolução na Unesco. É um voto que tenta mais uma vez distorcer a história, negar a ligação entre os judeus e Jerusalém, e contra a tentativa de politizar a Unesco”.

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A Alemanha faz parte dos países que também pretendem autorizar a resolução, causando grande desconforto com o Israel. Tanto que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chegou a cancelar a reunião que teria com o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel.

Acredita-se que os países da União Europeia votarão sim ou se absterão de votar na resolução. O Brasil, porém, deve votar a favor, prejudicando assim Israel.

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