Da Redação JM Notícia

A cantora Mariana Valadão, 32 anos, testemunhou recentemente que quase após o nascimento de Bella, de apenas quatro meses, ela quase entrou em depressão pós-parto. Bella é a terceira filha de Mariana e Felippe Valadão, que são pais de Tito e Davi, de 6 e 2 anos respectivamente.

Mariana contou durante o último Congresso do Diante do Trono que em um certo dia ela se desesperou quando começou a pensar em todas as tarefas que precisava fazer.

“Me veio um desespero tão grande de como eu iria dar conta de três filhos, da casa, da igreja, do ministério, de mim mesma… tudo na minha mente”.

O relato de Mariana é semelhante ao de cerca de 10% a 15% das mulheres no Brasil que passam pela depressão pós-parto, doença emocional que aparece nos primeiros dez dias de nascimento de uma criança.

Os principais sintomas da depressão pós-parto são: tristeza, alterações de humor como choro fácil, sentimento de culpa, desesperança, ideias de suicídio, medo de machucar o filho, perda do apetite, fadiga, insônia, ansiedade e até dificuldade de concentração.

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A cantora, e pastora da Igreja Lagoinha Niterói, conta ficou chorando por quase duas horas atormentada pelo sentimento de angustia e ansiedade diante de tantos compromissos que ela possui.

“Eu vivi um desespero tão grande naquela tarde, eu gritava desesperadamente e foi por duas horas. Minha mãe estava perto e não sabia o que fazer, só ficava orando em línguas”, revelou.

Depois desse período, ela começou a orar e se lembrou da música “Alegria”, de seu irmão André Valadão, e conseguiu vencer aquele sentimento.

Sabemos, porém, que há muitas mulheres que se encontram na mesma situação e não conseguiram encontrar forças para lutar contra a doença.

Procurar ajuda profissional é importantíssimo, principalmente nos casos mais graves quando a mulher não consegue realizar as atividades mais comuns do dia a dia. “Como existem múltiplos fatores determinantes na depressão pós-parto, ou seja, não só fatores biológicos, mas também fatores sociais e familiares, a psicoterapia pode ajudar muito no tratamento”, diz a psicóloga Márcia Ferreira da Silva Rodrigues.

Ainda de acordo com a profissional, lidar com a doença deve partir da própria mulher através de atitudes simples. “Algumas mudanças no estilo de vida como: dormir bem, relaxar, ter tempo para tomar um banho relaxante, um chá da tarde, dar prioridade às refeições, pois, o que comemos tem impacto direto no nosso estado de humor, tomar sol – a luz solar levanta o humor das pessoas, pode ser apenas 15 minutos, são extremamente importantes”.

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Além disso, contar com o apoio dos familiares e amigos é importante para conseguiu vencer essa fase que pode durar até o sexto mês do bebê.

Veja o relato de Mariana Valadão:

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