Da Redação JM Notícia

A deputada distrital Sandra Faraj (SD) entrou com pedido na justiça para que o dinheiro apreendido pela polícia na igreja Ministério da Fé fosse devolvido. Porém a desembargadora Simone Costa Lucindo Ferreira, do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), negou pedido alegando que ainda não é possível provar que as quantias foram obtidas legalmente.

“Diante da relação familiar entre Fadi e Sandra Faraj e da suposta prática dos crimes de peculato, concussão e corrupção passiva imputados aos investigados — os quais teriam se valido não somente do poder político da deputada distrital, mas também da forte e intensa liderança religiosa para alcançarem seus intentos — é inviável a liberação dos valores”, afirmou a magistrada na decisão emitida na última quinta-feira (4), mas que só foi divulgada nesta terça-feira (9).

Sandra e o pastor Fadi Faraj são investigados pela Operação Hémera, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) está investigando os irmãos por  suposta cobrança de parte dos salários de servidores comissionados que foram nomeados por eles além de uma suspeita de que a parlamentar teria usado irregularmente a verba indenizatória da Câmara do Distrito Federal.

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Dinheiro veio de evento religioso, diz igreja

No dia 27 de abril a polícia apreendeu um cofre que estava dentro do gabinete do pastor Fadi Faraj. Neste cofre foram encontrados US$ 8.880, 120 euros, 25 libras esterlinas e R$ 4.480.

A igreja afirma, em sua defesa, que os valores foram arrecadados durante o evento “Transformação Extrema” que teve a participação de palestrantes e fiéis do exterior. Este evento aconteceu entre os dias 21 e 24 de abril, ou seja, dias antes da polícia cumprir o mandato de busca e apreensão.

Mas para a magistrada os valores encontrados “guardam relação com os crimes investigados, ou seja, podem possuir origem ilícita, os valores devem ser mantidos apreendidos até que se confirme ou não sua correlação com a apuração”.

Os advogados da igreja também pedem a devolução dos equipamentos multimídia que foram apreendidos, alegando que eles são “imprescindíveis para o funcionamento da igreja”.

Mas a magistrada também não aceitou devolvê-los, pois há suspeita de que os aparelhos tenham sido utilizados para a coação de testemunhas durante o curso do processo.

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A decisão é que os dados contidos nos equipamentos sejam copiados e então eles serão devolvidos para a igreja.

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