Da Redação JM Notícia

Deputado Paulo Mourão – Fotos – Antonio Gonçalves

O ex-líder do governo na Assembleia Legislativa do Tocantins, deputado Paulo Mourão (PT), em entrevista ao site JM notícia na manhã desta quarta-feira, 10, confirmou o rompimento com o governo de Marcelo Miranda.

Segundo Mourão, a sua decisão de deixar o governo “se chama fidelidade partidária e isso os partidos têm no Brasil, e hoje os partidos são mal representados justamente porque faltam com a fidelidade partidária. Os partidos precisam ter ações programáticas e compromisso com a sociedade”, disse Paulo Mourão.

Paulo Mourão disse ainda que sempre foi um deputado que atuou em defesa do Estado, dos governos, que sempre se pautou dessa forma, e “que Partido dos Trabalhadores fez uma decisão de fazer um afastamento programático ao governo, eu como deputado e representante do partido, tenho que obedecer ao partido”.

Alianças

O parlamentar que já exerceu cargos de deputado federal e ex-prefeito de Porto Nacional se queixou do governo e alfinetou Miranda, ao revelar que o governo priorizou os partidos PV, da vice-governadora Cláudia Lelis e o PR, do senador Vicentinho Alves como prioridades de sua gestão.

Senador Vicentinho Alves (PR), líder do PR no Senado

“O PMDB aqui elegeu como prioridade a composição com o PR, PV e outros partidos. Eu acredito que o Partido dos Trabalhadores está fazendo duas ações ao mesmo tempo: a da defesa da cidadania para o governo, inclusive, acordar e fazer novas discussões com a sociedade e tomar definições que possam ajustar, melhorar o estado neste momento de desajuste econômico, financeiro e fiscal; e o Partido dos Trabalhadores, não concordando com a forma que está sendo governado, se posiciona também politicamente com o desejo de ver um estado melhor e diferenciado, é nesse sentido que eu te fundamento a minha decisão de estar acompanhando o partido se esta for a decisão dele”.

Assembleia Legislativa – Na Assembleia Legislativa do Tocantins, o PT é composto por três parlamentares: Paulo Mourão, Zé Roberto e Amália Santana que já sinalizou que irá ficar com o governo.

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Governo –  A orientação dos Partidos dos Trabalhadores para deixar a base do governo Marcelo Miranda é resultado da resolução aprovada no congresso estadual deste último fim de semana – sábado, 6, domingo, 7 – que elegeu o deputado José Roberto como presidente da legenda no Tocantins.

Deputado pede transparência do Governo Marcelo Miranda

Já como oposicionista ao governo Marcelo Miranda, o deputado Paulo Mourão, durante sessão extraordinária nesta terça-feira, 09, afirmou que as ações do Estado devem ser transparentes para garantir a eficiência da gestão.

Foto: Koró Rocha

A cobrança foi feita durante sessão na Comissão de Finanças, Tributação, Fiscalização e Controle, realizada no Plenarinho da Assembleia Legislativa, na noite desta terça-feira. Mourão na ocasião, pediu vistas do Projeto de Lei (PL) 015/2017, de autoria do governo do Tocantins, que trata de remanejamento de recursos de áreas consideradas por Mourão como prioritárias como o desenvolvimento da agricultura e segurança pública.

“Nós precisamos qualificar esse tipo de debate, pois é aqui que se faz a concordância de onde se faz o remanejamento. Neste Projeto estão cancelando da Polícia, da Área do desenvolvimento da Agricultura e do desenvolvimento do setor público. Se nós vamos cancelar créditos, precisamos saber em quais rubricas e saber em quais outros vamos abrir”, afirmou o deputado ao justificar o seu pedido de vistas.

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No PL 015/2017, o governo quer remanejar recursos na ordem de R$ 33 milhões. Para Mourão, é preciso ter uma discussão mais aprofundada, tendo em vista, que a proposta é realocar R$ 1 milhão do desenvolvimento da agricultura, R$ 3 milhões da área de modernização da polícia, R$ 9 milhões da Secretaria da Infraestrutura e Serviços Públicos e ainda recursos dos serviços de informática e outras áreas.

Outra proposta do governo que Paulo Mourão também pediu vistas, para analisar melhor, é a alteração no que diz respeito à contribuição mínima do Estado para o custeio do Plansaúde que deve passar de 46% para 68,53%. “Esse projeto não tem o impacto financeiro. Aumentar é justo e necessário, é urgente que se faça isso, mas nós precisamos ter o conhecimento se esses recursos estão garantidos e em qual fonte”, alertou.

Paulo Mourão frisou o seu temor em aprovar o PL sem o impacto financeiro discriminado e mais tarde o Estado não ter a fonte de recurso endossada para atender o aumento e assim prejudicar o servidor público. “Para garantir não é só a aprovação, mas a garantia de que os recursos serão transferidos. O nosso papel é fazer com o Secretário da Fazenda garanta e temos, aqui nesta comissão, que exigir o impacto financeiro e apontar onde estão os recursos para novas despesas”, justificou.

O deputado estadual Stalin Bucar (PPS) concordou com Paulo Mourão e destacou que o pedido de vistas é uma forma de o governo entender que a Assembleia Legislativa está atenta. “Esta Casa está em um novo ponto de vista, de examinar bem e ver o que é melhor para a população”, acertou.

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