Da Redação -JM Notícia

Após ministrar em Imperatriz, Augustus Nicodemos ministra novamente em convenção ligada à CGADB

Em março deste ano, o defensor da teologia calvinistas, pastor Augustus Nicodemos ministrou em Imperatriz -MA, na Assembleia de Deus Comadesma, liderada pelo pastor Raul Cavalcante sob fortes críticas de alguns pastores assembleianos, defensores da teologia armeniana. O evento contou com a participação de mais de 1500 obreiros, entre eles, membros do Conselho Fiscal da CGADB, pastor Jediel Lima.

Desta vez, a Assembleia de Deus Cimadseta (Convenção Interestadual de Ministros e Igrejas Assembleia de Deus  do Seta, com sede em Goiânia -GO, também resolveu abrir as portas para o pastor Augustus Nicodemos para que ele seja o ministrante oficial de uma Escola de Líderes, que acontecerá no próximo dia 20 de maio.

De acordo com o presidente da Convenção Cimadseta, pastor Darley Macedo Lima, que também será um dos palestrantes do evento, a ida do pastor Augustus Nicodemos a Imperatriz -MA, abriu um precedente para que outras igrejas e convenções também possam ouvir as ministrações do pastor Augustus Nicodemos:

“Pelo que percebi, quando se trata da Assembleia de Deus, ele é prudente aos ensinamentos das Assembleia de Deus. Todo peixe tem espinho, então, temos que ser maduro o suficiente, haja visto não termos ouvido  nada que desabonasse a ida dele a Imperatriz”.

Para o pastor Ezequiel Leite, anfitrião do evento em Goiânia -TO e 3º vice-presidente da Convenção Cimadseta, quando ele (Augustus Nicodemos) vai ministrar em outra igreja, ele se coloca no lugar dele, ele não irá adentrar nestas questões. Eu não vejo nenhum perigo nesta questão”, disse Ezequiel Leite.

Críticas

Após o JM Notícia noticiar a palestra do pastor  Augustus Nicodemos na AD Comadesma em Imperatriz, o escritor e pastor Altair Germano  por meio de sua rede social Facebook, criticou a presença dele no evento assembleiano, ligado à CGADB.

Pastor Augustus durante ministração em Imperatriz -MA

Segundo Germano, se ele fosse Calvinista, e recebesse um convite para falar sobre “O Crescimento Saudável da Igreja” numa Escola Bíblica para obreiros e líderes das Assembleias de Deus, ele afirmou que ficaria em dificuldades e recusaria o convite.

“Em se falando de crescimento qualitativo, acredito que um fator fundamental é o aspecto doutrinário e teológico. Sem doutrina e teologia saudável não há crescimento saudável”, escreveu Germano.

CPAD 

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Em julho de 2016, a CPAD cancelou evento com Augustus Nicodemus após pressão de pastores assembleianos. O evento com Augustus Nicodemus seria realizado pela CPAD MegaStore, no Rio de Janeiro (RJ).

Teologias:

O termo Calvinismo se refere às doutrinas e práticas das Igrejas Reformadas. O sistema costuma ser resumido através dos chamados Cinco Pontos do Calvinismo, elaborados durante o Sínodo de Dort realizado na Holanda, entre 1618 e 1619, como uma resposta aos Cinco Pontos do Arminianismo.

Os Cinco Pontos do Calvinismo são conhecidos pelo acróstico TULIP:

T-otal Depravity (Depravação Total)
U-nconditional Election (Eleição Incondicional)
L-imited Atonement (Expiação Limitada)
I-rresistible Grace (Graça Irresistível)
P-erseverance of the Saints (Perseverança dos Santos)

Pergunta: “Calvinismo versus Arminianismo: qual das visões está correta?”

Resposta: O Calvinismo e o Arminianismo são dois sistemas teológicos que tentam explicar a relação entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana em relação à salvação. O Calvinismo recebeu este nome por causa de John Calvin (João Calvino), teólogo francês que viveu de 1509 a 1564. O Arminianismo recebeu este nome por causa de Jacobus Arminius, teólogo holandês que viveu de 1560 a 1609.

Ambos os sistemas podem ser resumidos com cinco pontos. O Calvinismo sustenta a depravação total do homem, enquanto que o Arminianismo sustenta a depravação parcial. A doutrina calvinista da depravação total afirma que cada aspecto da humanidade é corrompido pelo pecado. Sendo assim, os seres humanos são incapazes de se aproximarem de Deus por sua própria vontade. A depravação parcial afirma que todos os aspectos da humanidade são contaminados pelo pecado, mas não ao ponto de incapacitar os seres humanos de colocarem a fé em Deus por vontade própria. Nota: O Arminianismo clássico rejeita a “depravação parcial” e mantém uma visão muito próxima da “depravação total” calvinista (embora a extensão e o significado dessa depravação sejam debatidos nos círculos arminianos). Em geral, os arminianos acreditam que há um estado “intermediário” entre a depravação total e a salvação. Neste estado, tornado possível pela graça preveniente, o pecador está sendo atraído para Cristo e tem a habilidade dada por Deus de escolher a salvação.

O Calvinismo defende a “eleição incondicional”, enquanto que o Arminianismo defende a “eleição condicional”. A “eleição incondicional” afirma que Deus elege pessoas para a salvação baseado inteiramente em Sua vontade, e não em nada inerentemente digno na pessoa. A “eleição condicional” afirma que Deus elege pessoas para a salvação baseado em sua pré-ciência de quem crerá em Cristo para a salvação.

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O Calvinismo defende a “expiação limitada”, e o Arminianismo defende a “expiação ilimitada”. Este, dos cinco pontos, é o mais polêmico. A “expiação limitada” é a crença de que Jesus morreu apenas pelos eleitos. A “expiação ilimitada” é a crença de que Jesus morreu por todos, mas que Sua morte não tem efeito enquanto a pessoa não crê.

O Calvinismo defende a “graça irresistível”, enquanto que o Arminianismo diz que um indivíduo pode resistir a graça de Deus. A “graça irresistível” defende que quando Deus chama alguém para a salvação, esta pessoa inevitavelmente virá para a salvação. A “graça resistível” afirma que Deus chama a todos para a salvação, mas muitas pessoas resistem e rejeitam este chamado.

O Calvinismo defende a “perseverança dos santos”, enquanto que o Arminianismo defende a “salvação condicional”. A “perseverança dos santos” se refere ao conceito de que a pessoa que é eleita por Deus irá perseverar em fé e nunca negará a Cristo ou se desviar Dele. A “salvação condicional” é a visão de que um crente em Cristo pode, por seu livre arbítrio, se desviar de Cristo e, assim, perder a salvação. Observação: Muitos arminianos negam a “salvação condicional” e, em vez disso, adotam a “segurança eterna”.

Portanto, neste debate entre Calvinismo e Arminianismo, quem está correto? É interessante notar que na diversidade do Corpo de Cristo, há toda a sorte de mistura de Calvinismo e Arminianismo. Há quem apoie os cinco pontos do Calvinismo e cinco pontos do Arminianismo, e, ao mesmo tempo, há quem apoie apenas três pontos do Calvinismo e dois pontos do Arminianismo. Muitos crentes chegam a um tipo de mistura das duas visões. No final, é nossa visão que os dois sistemas falham por tentar explicar o inexplicável. Os seres humanos são incapazes de compreender totalmente um conceito como este. Sim, Deus é absolutamente soberano e de tudo sabe. Sim, os seres humanos são chamados a fazer uma decisão genuína a colocar sua fé em Cristo para a salvação. Estes dois fatos parecem contraditórios para nós, mas, na mente de Deus, fazem completo sentido.

Atenção: Os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Jornal.
  • Fabio Aquino

    Duas coisas: primeiro que não é “Armeniano” e sim “Arminiano”; segundo que o Arminianismo Clássico também não acredita na Decoração Parcial.

  • Fabio Aquino

    Duas coisas: primeiro que não é “Armeniano” e sim “Arminiano”; segundo que o Arminianismo Clássico também não acredita na Depravação Parcial.

  • Lucas Oliveira

    vejo que, se temos um vinculo com uma convenção deveríamos observar o ponto de vista doutrinários. Já que isso não é mais observado como na verdade as convenções regionais em sua maior parte já não faz o que a geral determina, não será surpresa para mim alguém trazer o Lula para dar aula de corrupção, a xuxa para aula de dança. etc. Eu sou mais um pastor humilde da minha convenção.