Da Redação JM Notícia

O pastor Gottfried Martens, da Igreja Protestante da Trindade, em Berlim (Alemanha), já batizou 1.200 refugiados, números que impressionam por se tratar de ex-muçulmanos em uma Europa já secularizada.

Os primeiros refugiados batizados por ele foram dois iranianos que em 2008 decidiram entregar suas vidas para Jesus. Pouco depois, esses mesmos refugiados trouxeram mais um amigo para descer às águas.

Os cultos do pastor estão sempre cheios e são ministrados em alemão e também em persa para que os iranianos recém-chegados consigam entender o sermão.

Os novos convertidos, chegaram até a igreja através de outros ex-muçulmanos que abraçaram o cristianismo mesmo com o risco de serem rejeitados por seus compatriotas.

Alguns membros da igreja são cristãos que frequentavam igrejas domiciliares no Irã e que na Alemanha encontram a liberdade de servirem a Deus sem precisar se esconder.

O crescimento da Igreja Protestante da Trindade foi tanto que o pastor precisou de um espaço maior. “Tivemos que nos mudar para outra igreja, porque não havia espaço suficiente. O ponto alto foi quando a rota dos Bálcãs foi fechada”, disse Martens.

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“Eles contam a outras pessoas de seus países sobre a congregação e, em seguida, novas pessoas chegam”, declarou o pastor que fica feliz em ver a fé despertar nessas pessoas que sofreram tanto.

“Depois de tudo o que passaram, estou muito grato por eles confiarem em Deus e se juntarem à nossa congregação.”

 

De olho em falsas conversões

Assim como em igrejas brasileiras, na Igreja Protestante da Trindade é preciso fazer um curso pré-batismo que tem duração de três meses.

Mas de olho nos refugiados que só querem participar do grupo para não serem deportados, o pastor faz um teste para conhecer as reais intenções do novo convertido. “Houve cerca de 300 pessoas que tivemos que rejeitar”, disse ele à imprensa.

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