Da Redação JM Notícia

 

O jornal Folha de São Paulo noticiou no final da noite de ontem que o nome do pastor Silas Malafaia apareceu na delação do advogado Francisco de Assis e Silva, que defende a JBS, mas não se refere a entrega de dinheiro.

Silva afirmou que o pastor presidente da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo teria pedido ao, também advogado, Willer Tomaz um encontro com um juiz de Brasília.

Identificado apenas como dr. Ricardo, esse juiz poderia ajudar Malafaia no caso onde ele é citado na Operação Timóteo, que investiga a compra de royalties da exploração mineral. Malafaia teria recebido uma oferta de R$ 100 mil do maior acusado dessa operação.

Sobre o caso Malafaia afirmou: “Virei ‘o cara’. Recebo uma oferta de R$ 100 mil, os caras roubam milhões, e quem vira estrela sou eu”. O religioso também mostrou que declarou em seu imposto de renda a oferta que recebeu, e vídeos antigos do pastor mostram ele comemorando a entrega do valor.

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Delação e Malafaia

Sobre essa denúncia do advogado da JBS, o pastor assume que conhece Willer, advogado que trabalha para muitos parlamentares, inclusive para o senador Magno Malta (PR-ES).

“Não nego que conheço o Willer, mas o que isso tem a ver, minha filha?”, disse Malafaia à repórter da Folha de São Paulo. “É advogado de uma centena de deputados e senadores, advogado do Magno Malta, que é um amigão meu. Já estive com ele, almocei, essas trocas de ‘zap’ [WhatsApp]. Até ganhei um susto quando vi que decretaram a prisão dele”, completou o pastor.

Willer foi preso na quinta-feira (18) suspeito de de tentar interferir em investigações da Operação Greenfield.

Mas sobre pedir encontro com juiz, Malafaia nega que tenha feito qualquer menção a isso. “Eu, hein, ‘nego’ tá sonhando. Deixa ele sonhar, faz bem para a saúde.”

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