Da Redação JM Notícia

 

Deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) ficou indignado com a ofensiva da Procuradoria Geral da República (PGR) contra seis prefeituras que barraram o ensino da ideologia de gênero em suas escolas.

Através de sua assessoria, o parlamentar comentou a notícia dizendo que estar “extremamente perplexo” com a forma como o procurador Rodrigo Janot resolveu tratar o caso.

“Quero dizer que é muito estranho o Procurador Geral da República emitir opinião sobre motivação religiosa, afinal de contas é dever Constitucional a livre manifestação religiosa”, disse Sóstenes ao citar o artigo 5º da Constituição.

Refutando que a decisão das prefeituras se baseiam em uma religião, o deputado lembra que o Congresso Nacional impediu o ensino de gênero na Base Comum Curricular e em Brasília nem todos os parlamentares estão ligados à uma religião.

“O que realmente queremos é tratar nossos alunos de forma igualitária, nem prestigiando uns pela opção sexual, nem depreciando outros por possuírem e professarem sua fé. Prezamos pela qualidade na Educação, e a garantia de que nossos filhos e filhas não serão doutrinados por professores mal-intencionados”, declarou.

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Para o deputado, fica claro que há muitos juízes envolvidos em causas de grupos específicos, no lugar de pensar no bem comum para todos os brasileiros. Sóstenes Cavalcante lembra também que Janot pediu, em 2015, o fim de obrigatoriedade da Bíblia em escolas e bibliotecas públicas, contrariando leis estaduais do Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Amazonas e Mato Grosso do Sul.

Outro caso citado pelo deputado carioca aconteceu em outubro do ano passado quando Janot emitiu parecer contra a Lei alagoana 7.800/15, que instituiu o Programa Escola Livre, proposta baseada no projeto Escola Sem Partido – que proíbe qualquer afronta a convicções religiosas ou morais dos pais e dos alunos e a apresentação de conteúdo “ideológico” aos estudantes.

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